terça-feira, dezembro 23, 2008
Concerto(s) do ano
quinta-feira, novembro 27, 2008
Manifesto Anti-Montez
Abaixo estes pseudo-apreciadores de música!
O Montez pode já nos ter proporcionado variadíssimas oportunidades de assistir a muito bons concertos de excelsas bandas e músicos, mas neste momento passou das marcas ao querer encher o bandulho com um festival de música para concubinos da ignorância e da falta de amor à arte que é a música!
O Montez não precisa de se disfarçar para ser salteador, basta organizar festivais como o Super Bock em Stock. Aliás, “stock” é um termo que associo ao capitalismo e é preciso o Montez ter muito cara de pau e ser um gatuno para ainda pôr um nome destes a um festival que só pode servir para lhe dar pilim e não como um evento tendo em vista cumprir a sua função que é dar música a quem a queira apreciar ao vivo com condições mínimas. (Ah pois, o nome é por causa do programa de rádio e não sei quê! Claro!) Ora, parece-me que o formato do SBES não oferece condições ao público para que essa desejada fruição da música se faça, pior ainda, nem sequer encara os músicos como artistas que vêm apresentar o seu trabalho, mas sim como grelhadores de hamburguers de cadeias de fast-food.
Lixe-se o Montez, lixe-se! PIM!
O Montez vomita concertos e muito bem! Mas desta vez vai vomitar um festival de rápida digestão que lhe vomitará dinheiro fácil, tão fácil quanto o público que lá for é fácil de endrominar.
O Montez envergonha-me por ser português e nos querer equiparar aos texanos. Toda a gente sabe que os americanos em geral e os texanos em particular são burros, mas o Montez quer fazer de nós, portugueses, jumentos ao copiar o formato de um festival de Austin que até deve ser fabuloso. Porém, a qualidade de um festival com alguns anos no Texas não é argumento suficiente para copiarmos o seu formato na nossa pacata e repleta de gente que gosta de boa música ao vivo Lisboa!
Pensem comigo – para além do facto de isto não ser o Texas, mesmo que até tivéssemos afinidades, não percebo qual o mérito em copiar um produto final que lá demorou alguns anos a crescer até se transformar no que é. Não sei se os texanos (todos juntos) são tão estúpidos quanto o Montez ao ponto de agendarem várias bandas a tocar ao mesmo tempo nos primórdios do festival – ou se calhar são, não sei, mas prefiro acreditar que, com a afluência do público e de bandas a quererem tocar ao longo dos anos, os concertos tivessem que se ir sobrepondo à medida que esta exigência surgia. Porém, a besta do Montez faz de nós energúmenos ao dar-nos a maravilhosa oportunidade de termos 4 ou 5 bandas a tocar em simultâneo... bandas essas que provavelmente gostaríamos muito de ver mas se calhar não conseguiremos porque não somos omnipresentes... ou somos?
Sim, sim, já sei, temos que fazer opções na vida! Muito bem, sei disso! Mas, primeiro o Montez não é ninguém para me dar lições de vida (sabe-se lá de onde virá esta mania); segundo, até podemos fazer as nossas opções... o problema é que o Montez não nos garante que a sala onde queremos ver os nossos eleitos artistas tenha espaço para nós quando lá chegarmos, coisa que me parece que irá acontecer com alguma facilidade!
Calma! Temos um dispositivo de oferta que nos vai dizer as salas que estão a esgotar a lotação! Yupiii, então não há problema, posso não conseguir ver as bandas, mas trago para casa um dispositivo muito útil para enfiar algures no Montez se me cruzar com ele.
O Montez é a vergonha da indústria musical portuguesa!
E ainda há quem lhe agradeça por trazer cá certos músicos!
Lixe-se o Montez, lixe-se! PIM!
Nem os músicos deviam ficar contentes com o convite do Montez. Será que sabem ao que vêm? Se eu fosse apresentar um trabalho meu ao vivo gostaria de o fazer sem limites de horários tão rígidos e ridículos de apertados! E gostaria também de sentir que o público estava ali para me ver descontraidamente sem estar em stress a pensar que tem de se fazer a caminho da outra sala para ver o final do concerto da outra banda...
Relaxem! Já passamos o dia-a-dia a correr – ainda temos que o fazer nas horas de lazer em que é suposto usufruirmos sem stress da actividade que escolhemos para alimentar a alma?
(Já nem quero falar da hipótese de virem todos tocar ao monte durante a semana porque o Montez conseguiu um voo em saldos onde cabem todos, passando-se o mesmo com o hotel! Atenção que eu até sou defensora de concertos durante os dias úteis, não está aí a minha indignação!)
Sou eu que estou a ficar ultrapassada e a transformar-me numa espécie de velha do Restelo ou de facto esta ideia do SBES é mesmo merdosa?
É que posso dar-vos mais factores contra esta trampa de ideia!
Vejamos o preço - € 40 por um festival de 2 dias (noites entre as 21h e as 0h15) com mais de 20 bandas – assim de repente não parece mau de todo! Acordem! Vão ver o programa... Quantas bandas acham que conseguirão ver? Quantas bandas acham que conseguirão ver na (curta) totalidade? Quantas bandas que gostariam de ver efectivamente conseguirão ver? É possível que a resposta de muitos de voz seja igual para todas estas perguntas – “Nenhuma!” – Ao que os crentes e positivistas (eu diria, os tais não apreciadores de música) dirão “Não há crise, há copos, convívio e outras bandas boas para ver mesmo que não consigamos aceder às nossas escolhas” – Muito bem! Só me parece que por € 40 é estarem a roubar-me mais que a Euribor e o gasóleo e toda a conjuntura económica dos últimos meses.
Encham-lhe as algibeiras e passem a ter só concertos fast-listening (analogia com fast-food).
Posto isto, só posso dizer:
Foda-se o Montez, foda-se! PIM!
É claro para os mais inteligentes e atentos (não me refiro a muitos dos “apreciadores de música” que por aí andam) que este texto foi inspiradíssimo no Manifesto Anti-Dantas de José de Almada-Negreiros. Em itálico encontram-se expressões que retirei do citado Manifesto, não sendo minha intenção plagiá-lo nem chegar perto de tamanha arte literária. Como tal, aconselho a (re)leitura deste texto futurista para que melhor percebem o meu ódio/desprezo (se é que ambos os sentimentos possam ser simultâneos) por este Luís Montez.
Não resisto a retirar dois outros excertos do Manifesto Anti-Dantas, alterando apenas o meu objecto de escárnio para Montez:
E fique sabendo o Montez que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.
(...)
Portugal que com homens deste género conseguiu a classificação do país mais atrasado da Europa e de todo o mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos!
Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia – se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseiado!
Bons concertos!
segunda-feira, novembro 17, 2008
1.º aniversário
Para comemorar lembrei-me de uma música ainda mais depressiva que o clássico Parabéns!
terça-feira, novembro 04, 2008
domingo, novembro 02, 2008
Excluídos

«Quem comete um erro é excluído; é fechado dentro de uma caixa. Quem está fora vê apenas a caixa. Mas quem está fechado, excluído, consegue ver cá para fora. Vê tudo, vê-nos a todos.
Em cada compartimento há dezenas de caixas. Milhares de caixas por todo o lado. A maior parte delas vazia. Outras têm lá dentro pessoas excluídas. Ninguém sabe quais as caixas que têm pesoas.
As caixas são tantas que ninguém lhes dá importância. Pode estar lá uma pessoa, até a que amas, mas nem olhas. Já não produzem efeito. Passas por elas centenas de vezes.»
quinta-feira, outubro 30, 2008
sexta-feira, outubro 24, 2008
Noraluca
Disappointment Disco Song
sábado, outubro 18, 2008
sexta-feira, outubro 17, 2008
Mystery Jets - Two Doors Down
quarta-feira, outubro 15, 2008
M83 - Kim & Jessie
A música do Outono está eleita!
Como é possível hoje em dia fazer-se uma música tipicamente anos 80 e soar tão bem?
sexta-feira, outubro 10, 2008
Ellipse Foundation
Dois exemplos de uma das artistas plásticas (espero que estejam lá as duas peças):


quinta-feira, outubro 09, 2008
Uma música com 10 meses de atraso
The Walkmen - In the New Year
quarta-feira, outubro 01, 2008
terça-feira, setembro 23, 2008
quarta-feira, setembro 17, 2008
Ainda os americanos...
Até fiquei comovida!
Rage Against the Machine à capela depois de lhes terem cortado o som de palco em frente a uma convenção do Partido Republicano!...
segunda-feira, setembro 15, 2008
Você é...

Cá estão os resultados do teste efectuado no post anterior.
Quero mais uma vez sublinhar que não se chegou aos resultados depois das votações, não havendo qualquer tipo de influência. Os resultados foram aferidos aquando da elaboração do teste. Tenho testemunhas para que não me agridam se não gostarem da vossa definição.
Consoante a sua resposta, você é:
A – Um urbano-depressivo de gema.
B – Um romântico incondicional.
C – Um utópico/falso crente.
D – Um derrotista/católico refundido.
E – Um sádico descrente na humanidade.
Não resisto a deixar duas pinturas da fabulosa Laurie Lipton, uma delas subordinada ao tema. A outra, não sei, mas contudo achei bastante adequada!
Collateral Damage:
Self Destructive Optimist:
quinta-feira, setembro 11, 2008
Teste a sua personalidade

Porém, um destes dias, tropecei num documentário pouco isento e apeteceu-me falar sobre isso. Não querendo avaliar a qualidade do documentário, serve este post para vos pôr algumas questões sobre as pessoas que saltaram das Torres Gémeas, ao mesmo tempo que poderão testar a vossa própria personalidade (num teste a la revista de gaja).
A cada resposta corresponde uma letra que vocês escolherão. Para que as vossas opções não sejam influenciadas, só no próximo post revelarei o tipo de personalidade que corresponde a cada letra.
As pessoas que vimos cair das TT:
A – Terão optado por um suicídio com adrenalina pura, ao invés de uma morte infernal de quente.
B – Terão pensado que talvez conseguissem voar.
C – Terão tido esperança na sobrevivência através de alguma espécie de “milagre”.
D – Terão escorregado por se terem debruçado de mais ao tentar respirar fora das janelas.
E – Terão sido empurradas por outras pessoas que queriam respirar no lugar delas.
Pense bem e faça a sua escolha!
Já agora, o documentário procurava mostrar as opiniões divergentes acerca da publicação da fotografia de Richard Drew. Qual a vossa opinião em relação a isso? Foi um desrespeito para com a pessoa em queda ou nem por isso?...
quarta-feira, setembro 10, 2008
O Grande Pum

segunda-feira, setembro 08, 2008
September Song
Young Gods
Música de despedida de Verão, dedicada a todos que fizeram parte dele.
sexta-feira, setembro 05, 2008
MOTELx - À L'Intérieur
Ou será este, Alone?:
Não pude deixar de dar uma alternativa para quem queira algo mais "atractivo", "leve" e "colorido":
quinta-feira, setembro 04, 2008
MOTELx - La Antena
quarta-feira, setembro 03, 2008
MOTELx

A sessão de abertura apresenta o filme Doomsday precedido da curta A Morte de Tchaicovsky.
Tenham medo... e usufruam da sensação!
E concertos de Verão?

domingo, agosto 31, 2008
Música de Verão
Agora que quase se acaba o Verão, para além de não ter havido noites propícias a mergulhos marítimos (pormenores), nem sequer apareceu um daqueles hits de Verão que põem toda a gente a dar ao rabiosque!
Só me consigo lembrar de uma música da qual nem gostei nada à partida mas que, com a insistência em rodar por aí, até me apeteceu dançar aos pulos - qual Nelson Évora - e pinotes. Lá está, é daqueles fenómenos de músicas-febre-galopante, ou seja, põem-nos a dançar durante breves semanas até morrerem, ou até nos matarem de já não as podermos ouvir mais. Acho que é o caso do My Drive Thru, não? A ver:
Mas que Verão tão fraquinho! A música até faz mexer; o vídeo até é bem giro com todo aquele origami que acaba por formar a estrelinha da All Star sem que a publicidade seja muito óbvia; mas aqueles moços... Bem, o Juliano parece que tomou um ácido e crê ser o Stevie Wonder. Do Pharrell nem vou dizer nada que me dá agonias tanta presunção. A menina Santogold ainda é quem anima o trio, mas a certa altura também parece que está a dançar rancho!! E já agora, quanto ao que se dizia acerca de ela ser a nova M.I.A. parece-me ser dos últimos grandes disparates! Não percebo o que possam ter a ver uma com a outra, a não ser que tenha sido algum racista a dizê-lo.
Se alguém ainda lê isto, façam o favor de me apontar uma música boa para dançar que tenha aparecido este Verão, sim? Ficarei mesmo agradecida!
quarta-feira, agosto 27, 2008
Duas luas

Hoje é dia disto.
Quer dizer, supostamente teremos a possibilidade de ver aquilo que parecem ser duas luas no céu. Uma delas será a verdadeira Lua, pena não estar cheia! O outro objecto igualmente brilhante será Marte, que só em 2287 voltará a estar tão próximo da Terra.
Mas será esta proximidade suficiente para que o planeta dos amigos marcianos se possa ver a olho nu?!
A ver vamos, como diz o cego...
terça-feira, agosto 26, 2008
quinta-feira, agosto 07, 2008
Rayuela

traduzam, interpretem, dêem significado, expliquem, desconstruam, enfim... digam de vossa justiça acerca dele. Assim de repente só consigo distinguir nesta algaraviada termos aparentemente ligados à fauna e sobretudo à flora, sendo o único momento óbvio a evocação do deus Baco!
Divirtam-se e boas férias!
«Mal ele lhe amouvava o noema, o clémiso acumulava-se nela e os dois caíam em hidromúrias, em selvagens ambónios, em sústalos desesperantes. Sempre que ele tentava relamar os incupelos, perdia-se numa grimúria queixosa e tinha que inrolver-se com a cara contra o nóvalo, sentindo como as arnilhas se iam espelhunando pouco a pouco, apeltroando-se e reduprimendo-se até ficarem esticadas como o trimalciato de ergomanina sobre o qual se deixaram cair umas fílulas de cariacôncia. E no entanto aquilo era apenas o princípio, porque a certa altura ela tordulava-se os hurgálios, permitindo que ele aproximasse suavemente os seus orfelúnios. Assim que se entreplumavam, algo como um ulicórdio encristorava-os, extrajustava-os e paramovia-os, de repente surgia o clinão, a esterfurosa convulcante das mátricas, a jadescorrente nabocaplúvia do orgúmio, os espróemios do merpasmo numa suprahumítica agopausa. Evohé! Evohé! Volpousados na cresta do murélio, sentiam-se balparamar, porlinhos e márulos. Tremia o troc, venciam-se as marioplumas, e tudo se resolvirava num pínice profundo, em niolamas de gases argutensos, em carínias quase cruéis que os ordorreavam até ao limite das suas gúnfias.»

quarta-feira, julho 23, 2008
Esclarecimento #2
sexta-feira, julho 04, 2008

Este fim-de-semana alguns de nós estarão na companhia de algumas destas personagens. A praia é o mote.
Estamos muito contentes por ir desopilar (não, não significa mostrar nada que não se deva, isso só nas praias de nudistas) – mas por falar em desopilar(*), quero apelar a todos os homens que me estejam a ler que tenham cuidado com os calções que usam na praia. Vou pouco à praia, no entanto só este ano já por duas vezes vi o que não queria – e pior que isso, acho que nem havia intenção de mo ser mostrado! Como tal, façam o favor de educarem o vosso animal de estimação, tenham mão nele e não o deixem sair da casota! Ou então tenham cuidado com as posições em que se sentam na praia.
De facto parece-me que a praia já não é o que era! Lembro-me em miúda dos senhores de calça branca a carregarem grandes arcas enquanto gritavam “Olh’ó gelado fresquinho!” ou quando muito lá aparecia o senhor da bolacha americana.
Hoje em dia vende-se de tudo na praia, desde objectos decorativos (?) africanos a roupa, passando pelas pulseiras, colares e óculos de sol e até tatuagens!! Mas o que mais me fascinou que me tenham querido impingir foi nada mais nada menos que, espante-se, a previsão do meu futuro! É verdade! Sou abordada por uma senhora dos seus 150 anos vestida de negro que me diz que sou muito bonita mas tenho um mal de amor, para lhe mostrar a mão que me dizia o nome dele e por aí fora... Disse-lhe trinta vezes que não queria saber e que não tinha dinheiro para lhe dar, ao que ela respondia não querer dinheiro. Até que à 31.ª vez lá se foi embora a resmungar “Hum! Esta vem sem dinheiro para a praia...”
É o que dá ir aproveitar um pouco a praia ao pé de casa antes de ir trabalhar. Tenho fé que este fim-de-semana anti-urbano-depressivo teremos paz um pouco mais longe da urbe com a família S.
(*) tirar a pila para fora (?) – para quem não percebeu a piada anteriormente.
quarta-feira, junho 25, 2008
terça-feira, junho 17, 2008
Shannon Wright
Vamos vê-la amanhã ao Santiago Alquimista:
segunda-feira, junho 16, 2008
Pussy - 1986-2008
Esta que vos sorri era a Pussy, a gata mais velhinha, pacata e carinhosa que alguma vez conheci. Foi minha companheira durante três anos em que partilhei casa com a dona dela - segundo ela, a Pussy partiu hoje em busca do Sol, sem dor e feliz.
Parece que ultimamente passava a vida a esticar-se ao sol e pouco mais. Devia estar farta de esperar pelo Verão e hoje decidiu que não esperava mais quando se deparou com as nuvens que pairaram no céu.
De qualquer forma estava habituada a viajar, esta foi só mais uma viagem! Desta vez decidiu fazê-la sozinha!...
Vamos ter saudades da tua placidez e tranquilidade, das tuas lambidelas com mau hálito, das tuas ronronices sem lamechices sempre que precisávamos delas e sem ser preciso pedir-tas! Do teu meio-rabo! Da tua capacidade de praticares desportos radicais com essa idade! Dos pêlos espetados em todo o lado e até dos teus vómitos ocasionais!
Poema do Gato
Quem há-de abrir a porta ao gato
quando eu morrer?
Sempre que pode
foge prá rua
cheira o passeio
e volta para trás,
mas ao defrontar-se com a porta fechada
(pobre do gato!)
mia com raiva
desesperada.
Deixo-o sofrer
que o sofrimento tem sua paga,
e ele bem sabe.
Quado abro a porta corre para mim
como acorre a mulher aos braços do amante.
Pego-lhe ao colo e acaricio-o
num gesto lento,
vagarosamente,
do alto da cabeça até ao fim da cauda.
Ele olha-me e sorri, com os bigodes eróticos,
olhos semi-cerrados, em êxtase,
ronronando.
Repito a festa,
vagarosamente,
do alto da cabeça até ao fim da cauda.
Ele aperta as maxilas,
cerra os olhos,
abre as narinas,
e rosna,
rosna, deliquescente,
abraça-me
e adoremece.
Eu não tenho gato, mas se o tivesse
quem lhe abriria a porta quando eu morresse?
António Gedeão
quinta-feira, junho 05, 2008
Foge Foge Bandido
quarta-feira, junho 04, 2008
Feromona - Psicologia
Mas estes meninos Feromona não me dão só alegrias! Pelo contrário. Bem sei que eles planearam uma festa fabulosa para o meu aniversário (not!), apesar de ser um dia depois de fazer anos, mas, fatidicamente (oh, mundo cruel), não vou estar em Lisboa nesse dia! Mas será que não poderiam ter antecipado a festa só um dia?!! Pois é, finalmente o tão aguardado (pelo menos por aqui) álbum de Feromona, Uma Vida a Direito, será editado dia 7 de Junho. Meses à espera deste momento e depois... não posso estar presente ao parto! Não se faz! Estou deveras desanimada! Isto é verdadeiramente urbano-depressivo!!!
quinta-feira, maio 29, 2008
Aos foliões
Obviamente, não é necessário ofertarem-me nenhuma prenda! Porém, alguns de vocês chatearam-me com a questão “diz lá o que queres de presente” ou “não sei o que te hei-de oferecer”...
Bom, a criatividade é sempre bem-vinda. Mas para aqueles que não estão numa de ser idiotas, peço-vos saúde, paz, amor e uma valente descida da Euribor!... O problema é que me parecem ser desejos megalómanos, principalmente o último, o que me levou a continuar a acrescentar pequenos desejos a esta minha pequena whish list:
- Um T2 algures pelo Chiado/Bica/Príncipe Real... (também pode ser um T+);
- Uma (ou duas) viagem ao Brasil, não por questões propriamente turísticas;
- Um carro económico, pode ser em 2.ª mão, com o máximo de 5 anos;
- Uma bicicleta daquelas que se dobram todas e levam debaixo do braço, ou uma simples BTT se o presente anterior tiver espaço para a pôr lá dentro;
- Um vale para pagar as propinas de um mestrado dos mais baratos na UNL;
- Os Feromona a tocarem para nós nesse dia e o álbum deles também;
- Uma máquina fotográfica Lomo (ou várias) – gosto de todas as que estão ali em baixo no fim da lista, por ordem de preferência – em achando caras mesmo assim, também há Lomolitos (descartáveis) para nos divertirmos no jantar;
- Qualquer livro do Gonçalo M. Tavares, excepto os que já tenho e enumero em seguida entre parêntesis (Jerusalém; Um Homem: Klaus Klump; Investigações Novalis; A Colher de Samuel Becket; Breves Notas Sobre o Medo; Água, Cão, Cavalo, Cabeça; O Senhor Valéry; O Senhor Henri; O Senhor Juarroz; O Senhor Brecht; O Senhor Kraus);
- Um bilhete para os 3 dias do Optimus Alive (também pode ser para o Sudoeste; para os Liars; para Shannon Wright; para Magnetic Fields; para Peter Murphy; ou para Leonard Cohen);
- Uma máquina de café – não que eu beba ou pense vir a beber, mas é a pensar em vocês, aqueles que vão lá a casa jantar e se queixam que depois não há café...
- Uma Hattori Hanzo – é sempre útil!

Action Sampler

Fisheye

Horizon

Pop9

Oktomat

Dalek
(PAC, desculpa usar o nosso espaço comum para estas questões mundanas!)
quarta-feira, maio 28, 2008
terça-feira, maio 27, 2008
Yael Naim - New Soul
I'm a new soul
I came to this strange world
Hoping I could learn a bit bout how to give and take.
But since I came here,
Felt the joy and the fear
Finding myself making every possible mistake
I'm a young soul
In this very strange world
Hoping I could learn a bit bout what is true and fake
But why all this hate?
Try to communicate
Finding trust and love is not always easy to make
This is a happy end
'Cause you don't understand
Everything you have done
Why's everything so wrong?
This is a happy end
Come and give me your hand
I'll take you far away
segunda-feira, maio 26, 2008
sexta-feira, maio 23, 2008
Balla
Hoje no Maxime há apresentação do Resumo de Balla.
Aproveito este post para convidar quem quiser vir ao meu jantar de aniversário, de hoje a 15 dias, 6 de Junho. Quem não tiver o meu contacto pessoal pode expressar aqui a sua vontade de se juntar a nós nesse dia (confirmações até 30 de Maio).
Já agora, aceitam-se sugestões para restaurante onde caibam cerca de 50 pessoas.
Se me quiserem dar algum presente, há ali duas ricas prendas no vídeo! ;)
terça-feira, maio 20, 2008
The Black Keys - Strange Times
Parece-me clara a influência de José Cid no vídeo.
segunda-feira, maio 19, 2008
domingo, maio 18, 2008
quinta-feira, maio 15, 2008
segunda-feira, maio 12, 2008
Silêncio
Gonçalo M. Tavares
sábado, maio 10, 2008
The National
É já amanhã! Uma sala mítica. Um dos álbuns de 2007. Uma casa esgotadíssima. Um ambiente intimista.
Espera-se assim que os poucos felizardos contemplados com um bilhete possam assistir ao concerto do ano.
Que venham de lá os The National!
quarta-feira, abril 30, 2008
Music e A Maior Flor do Mundo
O meu nome é Gibril e vou contar-vos o que me aconteceu, quando tinha oito anos.
Nessa altura, via o mundo pequeno, porque também eu era pequeno. Seguia o meu pai para todo o lado e tentava imitá-lo. Se ele plantava sementes, eu plantava berlindes. Se ele cortava flores, eu arrancava as pequenas folhas dessas flores. Quando fosse grande, queria ser lavrador como ele.
Um dia, segui o meu pai até aos montes, fora da aldeia. Ele parou ao pé de uma árvore e de uma flor. Fechem os olhos e imaginem uma árvore e uma flor ao lado uma da outra, felizes e sorridentes. Imaginaram? Um, dois e três! Agora, vou continuar a minha história.
O meu pai arrancou a árvore e colocou-a na carrinha. Estive tentado a arrancar a flor, mas vi, no chão, um escaravelho atarefado e pensei que se o meu pai levava a árvore, então eu podia levar este bichinho para casa. Trazia comigo uma caixa com uns buracos e zás! meti o escaravelho lá dentro. Para ser verdadeiro com vocês, já andava preparado com aquela caixa, há alguns dias, porque numa destas saídas observara com atenção formigas e outros insectos que me pareciam ser bons companheiros para a brincadeira.
Durante o caminho, o escaravelho gritou qualquer coisa como isto:
“Raio do puto! Deixa-me sair daqui! Não quero ser teu amigo! Tenho asas, não vês? Achas que posso ficar aqui fechado? Se tenho asas são para voar!”
Quando cheguei a casa, abri a caixa devagarinho para espreitar o desgraçado que desatara aos pulos. Num abrir e fechar de olhos, o escaravelho voou com quantas asas tinha. Corri atrás dele, subi a um escadote colado ao muro do quintal e lá ia o bicho em direcção à floresta a deitar-me a língua de fora:
“Ih, ih, ih, pensas que tenho asas para ficar a olhar os teus lindos dentes?”
Não me dei por vencido. A floresta era perigosa, o rio era perigoso diziam os meus pais e a gente da aldeia. Olhei o mundo de areia e solidão à minha frente, ao longe, uma mancha verde, e saltei o muro. Segui o escaravelho, tropecei, caí. Ele jurava a asas juntas que se não o apanhasse rezaria todas as noites uma oração antes de adormecer. Há lá coisa mais bonita que um amigo voador? Um amigo que falava? Entendia-o melhor a ele do que às pessoas crescidas que julgavam sempre que sabiam tudo. Por exemplo, o padeiro nem para mim olhava, nem um bolo de arroz me oferecia. O leiteiro olhava-me de lado sempre à espera de me apanhar com a boca numa das suas garrafas de leite! Os vizinhos estavam sempre a dar-me sopapos nas costas… cresce rapaz, cresce rapaz! Mas cresce o quê?
Atravessei o rio por cima de uma árvore-ponte e, agora, imaginem outra paisagem (sim, fechem os olhos): uma floresta verde com árvores gigantes, flores, mariposas, pássaros coros de chilreios, folhas e folhas por onde a brisa de um vento suave vibrava. Conseguiram? Era aí que eu estava! Na floresta perigosa! Era tudo tão agradável! Os cheiros. Os sons. As cores. As flores macias. O perigo é mau. Aquela floresta era boa.
Continuei a correr, mas não atrás do meu amigo. Corria, porque era bom correr e ver coisas que nunca tinha visto. A floresta acabou e dei de caras com um sol quente luminoso que me atrapalhou a visão. Estava no monte onde moravam a árvore que o meu pai arrancara e a flor. A flor ainda lá estava, sozinha, com as pétalas a tocarem o chão seco como um pão de duas semanas. Tinha sede. Talvez estivesse triste por estar só. Lembrei-me do rio. Corri e passei pelo meu amigo que estagnou de medo.
“Pareces um foguete! Se tivesses asas, estava bem arranjado! Ah! Agora não me ligas? Grande amigo que tu me saíste! Ufa! Também não quero ser teu amigo para viver prisioneiro numa caixa!”
Com as minhas mãos feitas concha carreguei água e deixei-a cair na terra junto aos pés da flor. Ela olhou-me e vi um sorriso nas suas pétalas brancas. Mesmo assim, estava com aquele ar triste de quem não tem amigos. Corri vezes sem conta com água nas mãos e reguei-a até o seu caule se erguer e a tristeza desaparecer do seu rosto de pétalas.
Cansado, deitei-me na sua sombra. Ela ofereceu-me uma das suas pétalas e colocou-a sobre mim como um lençol de seda. Adormeci. Acordei ao som das vozes dos meus pais que me perguntavam o que tinha acontecido. Contei-lhes tudo tintim por tintim. Pedi-lhes para me acompanharem todos os dias até à flor, minha amiga, para lhe dar água e miminhos. Os amigos precisam de miminhos, não é verdade? E assim se passou uma semana…
No entanto, algo de estranho aconteceu. A flor cresceu e cresceu de tal maneira que se via dos quatro cantos da aldeia. Nunca ninguém houvera visto uma flor tão alta, tão cheia de vida! E ninguém sabia explicar a razão de ser a maior flor do mundo.
Cá para mim, foi a alegria que a fez crescer tanto assim. Talvez a minha amizade. Julgo que ela cresceu por tudo isto, mas, sobretudo, para conseguir ver a sua amiga árvore que o meu pai plantara no nosso jardim.
Depois deste acontecimento, não quis mais ser lavrador e resolvi ser poeta. Sabem o que faço? Brinco com as palavras, escrevo-as em folhas de papel como as pétalas da minha amiga. Observo com amor o mundo à minha volta e respeito todos os seres vivos.
Ah! O escaravelho refilão? Tornou-se o meu maior amigo. Cada vez que ia ao monte regar a flor, conversávamos pelo caminho e despedíamo-nos “adeus, até amanhã!”
terça-feira, abril 29, 2008
sexta-feira, abril 25, 2008
Onde é que tu estavas no 25 de Abril?
E no 36 de Setembro da parte da manhã?
E o Salazar, o Capitalismo e a CEE?
quarta-feira, abril 23, 2008
Maldoror
terça-feira, abril 22, 2008
Birthday Party
Junkyard
E destes?
Nick, the Stripper
Não?!!... Que seca, então!
segunda-feira, abril 21, 2008
sexta-feira, abril 18, 2008
quinta-feira, abril 17, 2008
Boca Amarga Cabaret
terça-feira, abril 15, 2008
sexta-feira, abril 11, 2008
Patty e A Maior Flor do Mundo
Usufruam! Ainda por cima a Patty escreveu a história em espanhol, o que só por si me surpreendeu e deu ainda mais vontade de ler, pois não me tinha passado essa ideia pela cabeça!
Espero que vos encoraje a escreverem também a vossa história infantil para este vídeo. Volto a publicá-lo em seguida junto à história da Patty para irem acompanhando.
Xavi era un niño pequeño que vivía con el amor de sus padres pero sin la amistad que solo los amigos podrían dar.
Un día sus padres fueron buscar un árbol pra su casa nueva. Un árbol pequeño, tan pequeño que a Xavi no le dió mucha importancia... y mucho menos a la pequeña flor que se encontraba al lado.En ese pequeño paseo Xavi hizo un amiguito un escarabajo... y le sonó bien llevarlo para casa.
Nada más llegar, intentó mostrarlo a sus padres pero ellos estaban haciendo sus cosas de adultos y no le dieron atención. Abrió la caja donde ahora vivía su amiguito pero este se escapó volando. Xavi currió para cogerlo pero no consiguió y caminó hasta llegar a un fino rio. Lleno de ánimo, se aventuró por el resto de floresta que quedaba por ahí. Nunca había estado en un sitio tan verde como ese. Qué bonito era!! Los árboles eran enormes y había un mar de flores blancas...ah y una mariposa preciosa, pero corría demasiado... cuando paró de seguirla no sabía donde estaba, pero reconoció el sítio por la pequeña flor. Era donde había estado con sus padres. Mirando a la flor, que ahora casi se moría de solitud y de calor, volvió al fino rio para buscarle agua. La flor creció tanto que le hacía sombra.
De tanto ir y venir al rio Xavi estaba cansado se acostó un poco. La flor lo miraba con cariño y resolvió ayudarlo también. Le echó uno de sus enormes pétalos y él ninõ se durmió.
Cuando los padres percibieron que Xavi no estaba en casa se quedaron muy preocupados! Pero al mirar alrededor de la casa vieron la gigantesca flor!! Y fueron a verla... ahí estaba Xavi dormiendo sobre el velo de la flor.
Cuando se despertó Xavi contó todo a sus padres y ellos percibieron que la culpa era suya y le prometieron cuidar más de si y de todas las pequeñas cosas que existen!
quinta-feira, abril 10, 2008
quarta-feira, abril 09, 2008
The Hives
The Hives - Walk Idiot Walk
E já que os últimos posts foram referentes a similaridades criativas entre bandas (sim, similaridades criativas), aqui ficam os progenitores dos The Hives há quase 30 anos:
Wire - The 15th [live]
terça-feira, abril 08, 2008
Arte cinética
Andava eu a procurar informação sobre um senhor que faz esculturas cinéticas absolutamente geniais e inqualificáveis, Theo Jansen, quando descubro uma demonstração da arte cinética de Tim Fort e fico fascinada... qual de nós não tentou em pequeno fazer um brilharete destes para a família com peças de dominó?!
Como preparação para o que à partida parece um vídeo monótono e desinteressante, dou-vos um bocadinho de música dos The Bravery, Honest Mistake, de cujo vídeo me lembrei logo por andar precisamente à volta da arte cinética:
Provavelmente foi o próprio Tim Fort que ajudou os The Bravery com o vídeo, vêem-se ali características dele... Não me apeteceu investigar isso. Ora vejam lá se não terá sido:
É certo que só um maluco urbano-depressivo sem nada para fazer se dedica a isto, mas que há momentos excepcionais, isso há! Sobretudo ter que montar tudo outra vez!!!
Já agora partilho o que procurava quando dei com o vídeo anterior, só para abrir o apetite. E, isto sim, é apaixonante e grandioso!!
(desculpem ser um spot publicitário)
segunda-feira, abril 07, 2008
The Last Shadow Puppets
... E sempre que ouço isto lembro-me da Jackie do Scott Walker...
Já agora, fica aqui uma grande cover da Jackie pelos malucos BCN!!!...
sexta-feira, abril 04, 2008
Don't Look Too Far
Hold me down
And I’ll be yours for evermore
God bless this mess I’m in
For it is time
To be rid of a certain sin
A cool breeze down my spine
And if I’m really here
Then I feel fine
A freelance child
You bring it all back
This world is eating me inside
Don’t look too far
Missing a degree of warmth
A name without a face
I’m loosing grip all the same
I sever the line that divides
I sever the feelings inside
I sever between you and me
And I want to learn to fly
Bring the pain right back again
Is this all there is of me
Hearts and minds, find the time
That in the end there was
No possible reason for anything
John Douglas
quinta-feira, abril 03, 2008
Carolina Michaëlis VS Battle Royale

Se forem professores, especialmente se exercerem na Carolina Michaëlis do Porto, experimentem mostrar só este trailer aos vossos alunos... como quem não quer a coisa... só como warm-up de uma aula sobre cinema! Talvez eles percebam a mensagem!
Já agora, se não forem muito susceptíveis e acharem que aqui pode estar a solução, sugiro uma parte do filme onde são explicadas as regras do jogo:
Se virem o filme vão perceber que tudo começou numa cena idêntica a esta:
quarta-feira, abril 02, 2008
A Maior Flor do Mundo - Saramago
Para o Manel que teve faringite e para a sua mãe, uma vez que até são parecidos com as personagens da história.
terça-feira, abril 01, 2008
April Fools
Como não podia deixar de ser, tinha que publicar algo relacionado com o dia das mentiras. Como não gosto de mentir, nem tenho jeito, achei que este vídeo seria o indicado.
Não é um vídeo com boa imagem, mas se vos fizer espécie ide ao youtube ver.
segunda-feira, março 31, 2008
I'm Not There
Um filme essencialmente para fãs de Bob Dylan... Não é um biopic! É uma reinterpretação das várias facetas de Dylan.
domingo, março 30, 2008
sábado, março 29, 2008
Joy Division - Atmosphere
Hoje há nova congregação no Santiago Alquimista festejando o lançamento do mesmo filme em DVD.
Que tal matarmos o blog?...
sexta-feira, março 28, 2008
quinta-feira, março 27, 2008
Portishead - Machine Gun
Este é o recém-nascido vídeo do primeiro single, Machine Gun.
quarta-feira, março 26, 2008
terça-feira, março 25, 2008
domingo, março 23, 2008
Páscoa
Estamos na Páscoa. Pelo menos é o que diz o calendário. E dirão vocês… “Prontos, lá vêm outra vez este UD irado, disparar contra tudo e todos e dizer mal de mais uma quadra festiva”.
Ao que eu terei de dizer, estão enganados. Em primeiro lugar, porque não se diz “Prontos”. E depois porque nós por aqui somos pessoas tolerantes e não iremos denegrir as crenças religiosas das pessoas. Ora, se há quem acredite que há uma personagem que após ser crucificada… ressuscita, por nós tudo bem. Eu também sempre que bebo muito tenho a profunda crença que no outro dia vou acordar bem disposto. São crenças e ponto final.
Quanto à Páscoa, pessoalmente, mesmo que em puto tenha levado uma série de reguadas da professora primária (que era uma beata, essa g’anda pu..fessora), para me fazer acreditar nessa fant… digo, acto bíblico, continuei reticente sobre essa matéria. E nem a cantiga do “amar como Jesus amou” do José Cid que ela nos obrigava cantar vezes sem conta, ao invés de ensinar matemática, me fez mudar de ideias. Mas atenção! Tenho o máximo de respeito por tudo isso. Só me insurjo contra este facto (e isto agora é um diálogo entre Mim, e ele):
- Oh JC, então se tu dizias que eras o Rei, o filho de Deus na Terra, já previas que irias ser uma figura marcante para a humanidade e adorada por milhões de pessoas deste mundo, não sabias, vá… ter ao menos cortado a barba e ter dado um jeito a esse cabelo, antes de morreres, digo, antes de perdurares para todo o sempre? Terão agora todos os cristãos deste mundo adorar um gajo que parece um arrumador ali do Cais-do-Sodré? Então tu apareces nestes últimos 2000 anos em tudo o que é pintura, estátua, estampa de t-shirt com um aspecto de meter medo ao susto?
É que repara nesta situação, Eu hoje tenho um almoço de família e não me tem apetecido fazer a barba nestas últimas semanas. Daí que já ‘tou mesmo a ver que um dos temas de conversa que a avó vai puxar vai ser “Então tu já viste o teu aspecto? Deixam-te ir trabalhar assim? Olha que as mulheres não gostam de barbudos assim.”… Mas se for preciso o raio da velha, logo a seguir vai à missa rezar em memória a ti, um barbudo ainda pior que eu. Epá, ao menos tivesses pedido para escrever na Bíblia “Homem com barba à bandido, é sempre um bom partido.” E assim ficava mais descansado no que toca à questão das gajas com os barbudos.
Bom… deixem-me tentar falar agora da tradição dos ovinhos de chocolate e do coelhinho da Páscoa. Vamo lá a ver se nos entendemos… os ovinhos de chocolate, tudo bem. Mas tanto faz serem ovinhos, como pacotes de leite ou telemóveis. Desde que feitos de chocolate, tudo bem! “Dá-me o telemóbel. Dá-me o telemóbel já!”
Até porque tirando algumas pessoas, ou melhor, uma ou outra pessoa, ou melhor, só mesmo uma pessoa que conheço, todas as outras gostam de chocolate. Isso é francamente positivo.
Agora… os coelhinhos? Coelhinhos branquinhos? Coelhinhos branquinhos e fofinhos? Coelhinhos branquinhos e fofinhos que andam aos saltinhos? Coelhinhos branquinhos e fofinhos que andam aos saltinhos com uma cestinha? Coelhinhos branquinhos e fofinhos que andam aos saltinhos com uma cestinha cheia de ovinhos? Coelhinhos branquinhos e fofinhos que andam aos saltinhos com uma cestinha cheia de ovinhos pintadinhos com muita corzinha? Coelhinos bran…. EPÁ mas quem foi o pane… o afeminado que inventou esta fantochada dos coelhos e dos -inhos? Humm?
Por isso coelhinhos, fica aqui uma bonita música triste e uma mensagem dedicada a vocês… “1001 maneiras de se suicidarem”. E assim para a ano, a ver se a Páscoa será recheada de ovinhos e de coelhinhas.
quinta-feira, março 20, 2008
The Tracey Fragments
Estreia hoje em Portugal um filme que traz de volta ao grande ecrã a nossa nova actriz fetiche. Ellen Page é Tracey Berkowitz, uma adolescente de 15 anos que diz ter nascido para amar...
Não tendo nada a ver, inicialmente este filme remeteu-me para o Gummo, talvez pela ambiência familiar.
Já agora, para além da cena inicial do Gummo, quero ainda partilhar esta cena de que me lembrei um destes dias, sabe-se lá porquê (dedicado a apreciadores de esparguete com tomate):
(o filme mais suburbano-depressivo de todos os tempos)
quarta-feira, março 19, 2008
Dead Combo - O Assobio (Canção do Avô) - Ode Maritima
O próprio Tó Trips escreveu esta música a pensar no seu avô, que é pai duas vezes!
Esta música-presente para o meu pai dedico-a também a todos os pais UDs, a pais que não conheci e a pais que ainda não o são.
terça-feira, março 18, 2008
The Gossip
Os The Gossip estarão de volta a Portugal dia 12 de Julho!
Quero dedicar este vídeo não só a todas as gordinhas de quem gosto mas também às gordinhas Jealous Girls que não gostam de mim!
segunda-feira, março 17, 2008
MEC e a má vida

Este último disparate juro que nunca pratiquei na vida. Nem sei o que seria a minha anca hoje se eu tivesse sido aliciado por esse lamentável vício subaquático. Mas os outros três, confesso, foram-me vagamente familiares, em certa época da minha vida, vulgarmente conhecida por “enquanto pude”.
Nos anos que se vive, espera-se 20 anos para começar a viver; vive-se 20 anos e depois passam-se os 40 anos que restam a pagar a conta dos 20 que se viveu.
(excerto da crónica do Público da passada quinta-feira, 13 de Março)
domingo, março 16, 2008
Piercings proibidos


sexta-feira, março 14, 2008
Olha que esta... (do ciúme)

Interessa na medida em que a mulher portuguesa é uma mulher baixa e nada ciumenta, o que segundo este estudo se explica pelo desejo que os homens sentem por este tipo de mulher dado ser mais apetecível e fértil, tornando-a mais segura de si.
Já os homens, parece que se sentem mais machos e confiantes quando são altos e espadaúdos. Logo, os baixos sentem ciúmes por pensarem que valem menos pela sua altura. São mesmo estúpidos, os homens!...
Patrick Watson - Drifters
Even when the strings are cut, the music carries on in the plumbings of our hearts.
quinta-feira, março 13, 2008
Vitalic
Apesar de todos estes amiguinhos do vídeo, acabaremos por preferir Patrick Watson na Aula Magna! Grande vídeo no post em baixo...
quarta-feira, março 12, 2008
Patrick Watson
Patrick Watson - To Build A Home, ft. Cinematic Orchestra [live]
terça-feira, março 11, 2008
segunda-feira, março 10, 2008
domingo, março 09, 2008
sábado, março 08, 2008
Feromona VS Mão Morta
Para assinalar este momento especial cá vai mais uma letra de um tema deles:
As Unhas
Crava bem fundo as unhas
Concentra-te e faz explodir
Tudo o que o dia deu se amontoa
Nesta hora de dormir
Vai debaixo do tapete a ver se eu chego
Vai à janela espreitar se o mundo está
Verás sangue e verás medo e é aí que eu estou
O teu príncipe imperfeito a destruir tudo o que é dor
E se isto tudo te faz tanto sentido
E se eu definhar no quarto sem amor
Vai à janela gritar que o mundo acabou
O teu príncipe imperfeito aniquilou todo o esplendor
Crava bem fundo as unhas
Concentra-te e faz explodir
Tudo o que o dia deu se amontoa
Nesta hora de dormir
A faca na mão
Materna tua mão
O sangue nas mãos e a
Faca no chão
Se os teus olhos dizem que eu estou vivo ainda
Dentro em breve serei só recordação
Vai p’rá cama, deixa que os sonhos façam de mim
O teu príncipe encantado em vez de um fraco chegado ao fim
Para quem se encontra mais a norte (o caso de alguns de nós este fim-de-semana), o alerta vermelho tem o seu vértice no Teatro Viriato em Viseu onde os Mão Morta apresentam o espectáculo Maldoror, espectáculo este baseado no livro Os Cantos de Maldoror de Isidore Ducasse, Conde de Lautréamont. Impossível fazer qualquer previsão do que irá acontecer nesta noite.
Dependendo do estado de espírito com que sairmos deste concerto/encenação, talvez Maldoror nos leve até ao Baile dos Vampiros do Fantasporto para pormos em prática alguns dos terrores que esta temerosa personagem nos ensinará...
Excertos dos Cantos de Maldoror:
Maldoror foi bom nos seus primeiros anos, em que viveu feliz; está dito. Reparou depois que tinha nascido mau: fatalidade extraordinária! [...] até que, não podendo mais suportar tal vida, se atirou resolutamente para a carreira do mal... doce atmosfera!
[...]
Há os que escrevem para procurar os aplausos humanos, por meio de nobres qualidades que a imaginação inventa ou que até podem ter. Eu não, uso o meu génio para pintar as delícias da crueldade!
[...]
Fiz um pacto com a prostituição para semear a desordem nas famílias.
[...]
[...] em todos os séculos o homem se julgou belo. Por mim, creio antes que o homem só por amor-próprio acredita na sua beleza, mas que não é belo de verdade, e o suspeita; se não, porque olha ele com tanto desprezo o rosto do semelhante?
[...]
A mim mesmo perguntei por vezes que seria mais fácil de conhecer: a profundidade do oceano ou a profundidade do coração humano?
[...]
A minha poesia não consistirá senão em atacar por todos os meios o animal feroz que é o homem, e o Criador, que nunca deveria ter engendrado semelhante escória.
[...]
Não experimentei com este assassínio tanto prazer como se poderia julgar; e isso precisamente porque estava saciado de matar, e já o fazia agora por simples hábito, sem o qual não se pode passar, mas que provoca apenas um ligeiro gozo.
[...]
Recebi a vida como um ferimento, e não deixei que o suicídio sarasse a cicatriz.