segunda-feira, dezembro 31, 2007

The Final Countdown

Estamos em contagem decrescente para 2008!

Vamos acolher o novo ano da forma mais Urbano-Depressiva (e pirosa) possível.


Europe - The Final Countdown


Bom ano! Boas entradas! Melhores saídas! Muita saúde e propriedades!

domingo, dezembro 30, 2007

O mito e a passagem de ano


Qual Sísifo a empurrar a pedra até ao cimo da montanha, assim nos arrastamos urbano-depressivamente até à noite de 31 de Dezembro para que tudo recomece de novo. Prefiro acreditar que sou eu a lançar a pedra ao invés de ser ela rebolar por qualquer desígnio dos deuses. Porém sei que tudo será sempre uma grande repetição. Será que algum dia a pedra se manterá no cume da montanha? E que significado terá isso? O fim? O atingir do grande objectivo? É mesmo isso que queremos? Deixemo-nos de pseudo-filosofias...

O último esforço da próxima noite de 31 será subir sem elevador até a um apelidado de celeste 5.º andar. Será aqui o cume da montanha dos urbano-depressivos e será bem-vindo quem quiser atirar a sua pedra janela fora ao bater das 12 badaladas.

Por falar em atirar coisas da janela, ou da montanha, ou de cima do banco - uns querem chegar lá ao cimo, outros pensam em mandar-se cá para baixo:

sábado, dezembro 29, 2007

Um dia Suburbano-depressivo de nevoeiro


Hoje acordei bem disposto. Só podia, com o sol que irradiava pela janela. Deu-me o saudosismo e pus-me a caminho da outra margem.

E qual não é o meu espanto com o nevoeiro cerradíssimo que me deparo logo na entrada da ponte. A margem-sul é de facto um micro clima à parte! (apenas um aparte: acho que a RadaR já mudava para uma frequência melhorzinha. Queria ouvir o "Fala com Ela" e era sempre interrompido com uma porcaria de uma mensagem da RádioTaxis de Lisboa durante o meu trajecto)

Não há mal nenhum, também gosto de nevoeiro. A ponte estava limitada a 80 km/h, mas o Campeão queria esticar as rodas. Ignorei por isso o oportuno post da prevenção rodoviária que a sócia aqui colocou o outro dia. Fiz mal, é certo, mas em 15 min cheguei ao meu destino. (aquilo é que foi passar por Mercedes e BM’s!)

Mal cheguei, ouvi os habituais “agasalha-te” ou “estás tão magrinho”. Então ando eu a criar uma charmosa barriguinha de cerveja preta e dizem-me que ‘tou magrinho?! Mas almocei e gostei daquele bocadinho.

Despeço-me, pois tenho um encontro com uns amigos que há muito não os vejo. Não sem antes de receber uma pequena caixa de cartão que dizia “Boxer”. Ainda pensei que me estavam a oferecer uma qualquer edição especial do meu álbum de referência em 2007, dos The National. Afinal eram mesmo uns boxer’s.
- “Isto é para quê?”
- “Então não sabes que tens de estrear roupa interior azul no ano novo?”
- “E então não sabes que não ligo a essas superstições estúpidas? Só para chatear vou vestir umas boxer’s pretas no ano novo.”

Pouco depois, encontro-me com os tais amigos. Tomaram juízo, dizem. Agora são casados e pais de filhos. Passamos ali umas horas na palhaçada.

A conversa tinha de começar, claro, com a clássica pergunta:
- “Então passas a PA connosco?”
- “Não. Não quero sair de Lisboa.”
- “Epá! És um cortes.”
- “Cag*** não vou sair de Lisboa, já disse.”

Quer-se dizer, esta malta se é para tomar um copo num qualquer dia de semana, dizem-me sempre que não podem. Ora é por causa do puto, ora é por terem de acordar cedo, ora é por não terem dinheiro, ora é por estar frio, ora é pela unha do dedo mindinho estar encravada. Mas se é para passar a PA num desterro qualquer já estão prontos para isso. Dasse… mer** para a PA.

A divagação continuou. E falou-se de tudo. Futebol, música, mercados bolsistas, política internacional ou do assassinato da Benazir Butho no Paquistão. Têm pena da mulher, dizem-me. Até meteram uma mensagem no MSN de condolências.

Eu também tenho tanta pena que lhe deixo aqui a minha mensagem de condolências:

“Bena Bena Bena,

Estarás para sempre no meu coração.

Estás no céu a comer papas Maizena,

Cuidado… não te dê uma congestão.”


Quando será que as pessoas abrem os olhos e percebem de uma vez por todas que religião é tão só um instrumento que o demónio inventou, para que nos matemos todos uns aos outros?


Falam-me depois de uma nova máquina de fazer pão.

Olha-me para estes também! Já não basta a progenitora, os colegas mais velhos do trabalho, e vêm-me estes também com a conversa do fazer pão em casa…

Não gosto de máquinas de espécie alguma. Não as percebo. Encolhem-me a roupa, queimam-me o jantar, avariam-se quando menos espero e fazem-me perder os contactos telefónicos.

- “Já tens?” Perguntam-me.
- “Para que quero eu uma máquina de fazer pão em casa?”
- “Podes acordar de manhã e tens o pão quentinho em casa. Nem tens de tirar o pijama.”
- “Pois posso. Mas também posso acordar de manhã, lavar os dentes, descer o elevador, subir a avenida e ir à padaria compra-lo e sem me dar ao trabalho de o ter de fazer.” (convêm também vestir qualquer coisa. Acho que fazia má figura se aparecesse na padaria só de boxers.)
- “Mas podes fazer todo o tipo de pão. Integral, de mistura, de centeio, de açúcar, de batata…”
- “... de Couves. Epá! Na gosto cá dessas mariquices. Só como a tradicional carcaça. E se possível com uma bifana, mostarda e a escorrer a molhanga para fora do prato.”
- “E podes por sementes em cima do pão.”
- “Car***** pá! Isto é no mínimo abichanado. Além disso as sementes ficam encrostadas nos dentes. E já não tenho a minha unhaca para palitar os dentes.” (tenho de encomendar o Encapsulador de dedo mindinho logo que possa.)

Já estava quase a anoitecer e ainda estava um nevoeiro cerrado. O meu mote de despedida, dá-se quando começam a dialogar com o puto:

- “Oláaaaaa. Oláaaaa. Xibibi nhunnhu. Renhónhó. É a mamã! É! É pois!”

O diálogo prosseguiu por alguns minutos. Não conheço aquela linguagem. Talvez um dia venha a perceber. Não tenho jeito para miúdos embora goste desses diabretes. Mas o certo é que acho esses diálogos um pouco… vá… estúpidos.

Todas as nossas conversas foram dementes. E ainda bem. Acho que me fez bem à alma, estar ali, por muitas vezes calado, a escuta-las com toda a atenção. É sinal que todos estão bem e iguais a si próprios.

Deixo a Suburbano-Depressividade e regresso durante o lusco-fusco de fim de tarde. O nevoeiro praticamente não existia deste lado.

A ironia de tudo isto, é que chego a casa, com fome, e não há nada para o lanche. A padaria também já não tem nada. Lá tenho de ir ao supermercado mais próximo e esperar 15 min na fila só para pagar uma saca de pão.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

FF

Isto não tem particular interesse ou graça e até tornar-se-á um pouco maçudo, pelo que se não tiverem paciência, sugiro que passem já para o vídeo “lá em baixo” (e até vou colocar a letra mais "piquena" para não chatear muito).

É um pequeno relato do que me sucedeu no escritório antes do Natal e que demonstra como eu consigo ser a pessoa-mais-inocente-do-mundo-com-vis-toques-de-malvadez-à-mistura.

Perguntou-me um colega:
- “PAC, tens aí nessa tua maquineta os FF? “
- “Claro, porquê?”
- “É para colocar no leitor de mp3 da minha filha (6 anos) que lhe vou oferecer no Natal.”

A maquineta é o meu rádio/leitor mp3 que me faz isolar do mundo por longos períodos de tempo. Se assim não fosse, eu perceberia que para o comum dos portugueses minimamente atendo à nossa sociedade, FF não é o mesmo que Franz Ferdinand.

- “'Tás a falar a sério? Ela ouve isso? Mas tu conhece-los?”
- “Não. Nunca ouvi. Ela é que ouve isso nos Morangos com Açúcar e pediu-me.”
- “!? Bom… 'tá certo. Já aí tens na pasta de partilha.”

Diga-se que por coincidência o álbum que lhe acabara de passar foi o álbum homónimo dos Franz Ferdinand que converti do CD original (sim, comprei-o) para ouvir no leitor mp3 e que apenas me dei ao trabalho de nomear as faixas como “1.mp3”, “2.mp3”, “3.mp3”…

Podia ter ficado por aqui e prosseguido com o meu trabalho, mas fiquei curioso em saber que nessa série juvenil, além dos Interpol, também os Franz Ferdinand fazem parte da banda sonora. Contudo, após rápida pesquisa pela net, reparo que FF é um qualquer cantor/grupo português, daqueles que contaminam a mente dos mais novos, talvez ao estilo do que os Onda-Choc faziam no tempo em que éramos miúdos despreocupados com a vida.

E agora PAC??? Digo-lhe que afinal a pasta FF que ele acabara de sacar para o leitor da filha (ainda por cima a oferta de Natal) não é desses FF, mas dos outros FF???

Humm… é claro que não!!! A miúda que diga de sua justiça. MUHAHAHAHAAAA (1º vil toque de malvadez)



Hoje voltei ao trabalho após “mini-férias”. E até madruguei. Tinha de entrar às 9h, mas já lá estava antes das 8h. Queria lá chegar antes do meu colega, para que fosse ele a abordar-me e eu saber como reagiu a miúda à prenda de Natal. (2º vil toque de malvadez)

9h e pouco… chega o meu colega, com daqueles olhares para mim, como que a dizer literalmente “meu cabr**zorro, vingar-me-ei de ti”:

- “Então esse Natal PAC?”

Detesto que me façam estas perguntas de circunstância. Daí que respondo sempre com um frio e distante:

- “Olha mais um… Então e o teu?” (3º vil toque de malvadez)
- “Foi bom, não fosse o berreiro e a choradeira lá em casa por causa de ti. Obrigadinho oh meu!”
- “Ai sim? Então que se passou?” (4º vil toque de malvadez).
- “Não eram aqueles FF que ela queria. Aquilo era só barulheira e os outros parece que cantam em português.”
- “Oh! Pensava que FF era Franz Ferdinand pá!” (5º vil toque de malvadez)
- “Lá tive de sacar as músicas da net à pressa, senão a miúda nunca mais se calava.”
- “Olha! Tenho aqui outros FF. Foo-Fighters diz-te alguma coisa?” (6º vil toque de malvadez)
- “Vais sozinho, ou queres que te mande?”
- “Deixa lá. Dá-lhe mais 10 anos e ela depois agradece-me.” (7º vil toque de malvadez)

Como já calculava, obviamente que a miúda não gostou do que ouviu. Mas quem a pode censurar? Aos 6 anos todos nós ouvíamos coisas estranhíssimas e intragáveis. É um processo evolutivo da vida, o refinar dos nossos gostos musicais.

Mas sabem que mais? Foi muito bem feito. Quem lhe manda a ele ouvir exaustivamente a RFM e a M80? Acreditem que é uma tortura para mim ouvir isso quando fico sem bateria na minha “maquineta”. Se ele ouvisse música decente, teria descoberto que aqueles ficheiros de música que lhe dei eram da voz de Alex Kapranos e não desse FF. Toma lá, embrulha que é para oferecer! (8º vil toque de malvadez)



Franz Ferdinand - Auf Achse (live)

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Prevenção Rodoviária


Ainda a pensar no trauma que o PAC teve por ter recebido um carro de bombeiros pelo Natal há 20 anos atrás, quero falar-vos de bombeiros.
Parece que nesta época natalícia/de passagem de ano o Governo português resolveu pagar aos bombeiros voluntários para estarem a postos para socorrer os eventuais sinistrados nas estradas portuguesas. Não sei se estão a ser bem pagos ou não, mas fartei-me de os ver nas bermas de algumas estradas por onde andei. O que vale é que em Portugal não é Verão nesta época, pois não sei se haveria bombeiros suficientes para os fogos e para os acidentes.

Questão 1 - Será de facto relevante que os nossos soldados da paz estejam de sentinela nas bermas das estradas?

Façam o favor de ouvir uma música apropriada enquanto lêm o resto:

boomp3.com

Já que falamos de prevensão rodoviária, quero questionar qual é ao certo o sentido de vermos escrito nos painéis informativos das auto-estradas coisas como "Natal de 2006 - 30 mortes na estrada" - será para os condutores se distrairem com informação desnecessária provocando acidentes para que os bombeiros voluntários possam entrar em acção e assim o nosso ministro da Administração Interna poder congratular-se por ter tido a ideia pioneira e extremamente louvável de pagar os serviços dos mesmos?
Pronto, ok, talvez estes avisos preventivos (?) não provoquem acidentes assim tão facilmente, mas que empatam o trânsito, lá isso empatam - pelo menos nas auto-estradas à saída de Lisboa. O condutor vai na sua velocidade habitual, dentro da permitida, e vê logo algo escrito no dito painel - automaticamente leva o pé ao travão mesmo antes de ler ao pensar tratar-se de um aviso de trânsito congestionado. Creio ser do senso comum que quando vários carros travam (por mínima que seja a travagem) o resultado é o indesejado congestionamento do trânsito! Já sem referir que os condutores se vão distrair com uma informação desnecessária que não os vai levar a ter uma condução mais segura...

Questão 2 - Será de facto necessário eu saber quantas mortes houve no Natal passado? Chama-se a isto prevenção?

Não posso deixar também de mostrar o meu desagrado para com outra situação rodoviária dita preventiva. Estive um destes dias mais de 15 minutos a andar a 20 km/hora (quando andava) numa auto-estrada portuguesa. Lá tive que me entreter a maquilhar-me enquanto pensava que certamente teria ocorrido algum acidente. Qual não é o meu espanto (leia-se indignação) quando constato que a causa das longas filas são nada mais nada menos que dois polícias da BT na sua pose controladora fora do carro-patrulha!

Questão 3 - O que faziam eles ali exactamente?

Ser polícia já foi uma profissão digna em tempos. Em criança tive amigos que queriam sê-lo para defender e ajudar as pessoas. O polícia era uma figura que transmitia protecção e com quem podiamos contar. No entanto, hoje acho que a polícia só serve para causar transtorno e encher os cofres do Estado com dinheiro de multas algumas vezes descabidas.
Não defendo a abolição de multas, nem nada que se pareça. Só me parece que a polícia devia fazer muito mais que passar multas e empatar o trânsito. Já nem quero referir que a alguns falta muita formação cívica.
Com este desabafo não pretendo atacar a classe da polícia em si, só fazem o que lhes mandam. Mas parece-me que devia ser feita uma revisão da sua carreira e das suas funções. O Ministério da Administração Interna é que se devia debruçar sobre isso.

Questão 4 - E só para acabar, não acham que a prevenção rodoviária tem de ser feita civicamente e ensinando as pessoas a conduzir?

Desculpem o desabafo, deixo para a próxima o tema "os portugueses não sabem fazer rotundas".

Algo da mesma forma adequado:

boomp3.com

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Nº1 de 2007


Por aqui, a maioria escolheu para nº1 de 2007 um álbum que estará fisicamente nas lojas em… 2008.

Após um rigoroso escrutínio, aqui ficam os resultados:

1. Radiohead - In Rainbows (13 pontos)

2. The National – Boxer (12 pontos)

3. The Shins - Wincing the Night Away (9 pontos)

4. Beirut - The Flying Club Cup (7 pontos)

5. Black Rebel Motorcycle Club - Baby 81 (5 pontos)

5. Blonde Redhead – 23 (5 pontos)

7. Neurosis - Given to the Rising (4 pontos)

7. Queens of the Stone Age - Era Vulgaris (4 pontos)

9. Arcade Fire - Neon Bible (3 pontos)

9. Hearts of Black Science – The Ghost You Left Behind (3 pontos)

9. Modest Mouse - We Were Dead Before the Ship Even Sank (3 pontos)

9. P.J. Harvey - White Chalk (3 pontos)

13. !!! - Myth Takes (2 pontos)

13. Editors - An End Has a Start (2 pontos)

13. Spoon - Ga Ga Ga Ga Ga (2 pontos)

13. The Mary Onettes - The Mary Onettes (2 pontos)


E o grande vencedor...


Radiohead – Reckoner (unofficial video version)

terça-feira, dezembro 25, 2007

Afinal o Pai Natal existe! (E dEUS também!)

Tenho para mim que o Pai Natal é o António Sérgio!
Já repararam bem nas barbas e na voz fofinha com que ele diz "feliz Natal" na Radar? Bom, até aqui eram só suspeitas e nem sequer perdia tempo a pensar nisso.
Mas tudo mudou nesta manhã de Natal. Para além dos presentes da noite de ontem, havia mais um embrulho ao fundo da chaminé esta manhã!... Estranho, principalmente depois de perguntar quem o tinha lá posto e ninguém saber!
Pego nele e fico assombrada quando vejo escrito no cartão "Do Pai Natal; Para os UDs"!!! Sentindo-me 25 anos mais nova abro o embrulho com todo o cuidado e fez-se luz quando vi o que continha. Automaticamente lembrei-me da minha suspeita acerca da verdadeira identidade do António Sérgio e logo fiquei certa de que ele é o Pai Natal. Ora vejam os singles em vinil com que ele nos presenteou e digam lá se não concordam comigo:

+

Haverá prenda musical mais urbano-depressiva que esta?...
A quem se referiria o Pai Natal (aka AS) quando escreveu que as prendas eram para os UDs? Alguém gostaria de receber algum destes vinis?!! Não se acanhem, manifestem-se! Deve ser para alguns de vocês...
Para o PAC não é. Aliás, aproveito este post para lhe agradecer a prenda que ele me deu no post anterior (excelente, diga-se de passagem) e quero retribuir-lhe com a minha (talvez) música preferida da banda fetiche dele:



dEUS - Instant Street

Este vídeo faz-me lembrar uma saída às 10h a.m. de um after no Cais do Sodré em que dei de caras precisamente com os senhores polícias!... A parte da coreografia é que não foi tão boa mas vou tentar treinar.

Prenda de Natal & Il Divo

É dia de Natal. Dia de paz, harmonia, altruísmo e fraternidade. Não quero contestar nada disto, apenas há uma pequena questão que me assola a alma e me mói o juízo desde as 10h. Que é a seguinte:

Como contrariar e abafar o novo disco dos Il Divo que o vizinho insiste em querer partilhar com o restante condomínio? Lembrei-me de colocar as colunas em alto som e recorrer aos primórdios do post-punk de início da década 80. Algo que em boa hora tive a oportunidade de recordar numa destas noites.

Assim, vamos ressuscitar um vídeo de muito má qualidade, mas o que interessa mesmo é o som psicadélico que debita da guitarra do grande Adrian Borland. Aqui fica em jeito de pirraça ao vizinho, em jeito de homenagem a Adrian Borland e aos maquinistas de comboio que esborracharam estrelas punk, e claro… em jeito de minha prenda de Natal.

The Sound (Adrian Borland) – Winning @ 1984


Il Divo (4 indivíduos que imitam a Mariah Carey) – Hero @ 2007


- Então querido como correu o dia hoje?
- Oh, esborrachei um punk bolachudo com o comboio.
- Esta juventude está perdida. É das músicas do demo que ouvem. Valha-nos Nossa Senhora.
- A mioleira ficou encrostada na grelha da frente. O patrão quer que limpe aquilo.
- Usa Cillit Bang. Limpa, desengordura e deixa tudo a brilhar.
- Pois isso é tudo muito bonito, mas e o jantar está pronto?
- Está quase. O que queres a acompanhar? Tinto ou branco?
- Cheio.

domingo, dezembro 23, 2007

Carta(s) ao Pai Natal

Vamos manter o espírito natalício por aqui. A pequenada anda por estes dias entretida a escrever cartas ao Pai Natal. Tempo houve em que nós também fazíamos o mesmo com um misto de muita ilusão e esperança no velhote de barbas brancas.

Não pude por isso deixar de pensar se será este ano que receberei uma prenda que há muito me está prometida. Algo que pedi ao Pai Natal há cerca de 20 anos, pese embora ache que ele não tenha percebido bem aquilo que lhe pedi à data. Em todo o caso, aqui fica essa troca de correspondência, ou tão-somente uma pequena estória de como um pequenito e imberbe rapaz perdeu a ilusão nessa figura natalícia de seu nome Pai Natal.


21 Dez 1987 (escrevo ao querido Pai Natal)
"Querido Pai Natal,
neste ano de 1987 fui um menino bem comportado e por isso mesmo queria no sapatinho algo mais do que um brinquedo ou a Minha Agenda do ano passado. Quero Um Mundo Catita só para mim, pode ser?”

"Querido PAC,
foste um menino bem comportado sim senhor. Mas o que é isso de Um Mundo Catita? Não preferes antes um carrinho de bombeiros?"


22 Dez 1987 (mantenho a minha esperança no velhote)
"Pai Natal,
não quero o carrinho de bombeiros, nem outra vez a Minha Agenda.
Quero Um Mundo Catita só para mim. Quero fazer algo de mais eloquente na vida. Quero acordar feliz e contente todas as manhãs. Quero uma pitada de amor, compreensão e responsabilidade. Quero dedicar-me de alma e coração a tudo o que me rodeia. Mas não tenhas pressa, ok? Pensa no assunto e dá-me o meu Mundo Catita por daqui a 20 anos.”

"PAC,
pede isso ao menino Jesus. A secção de paz, amor e felicidade no mundo é com ele. Eu só dou brinquedos. Por isso, este ano levas antes o carrinho de bombeiros e daqui a 20 anos logo se vê o que de dou.”


23 Dez 1987 (acho que o velho tá senil)
"Epá oh Pai Natal,
vamos lá a ver se nos entendemos. Em primeiro lugar não vou pedir nada ao menino Jesus, até porque era estúpido pedir algo a alguém que já quinou há cerca de 2000 anos.
Depois, eu quero ter o meu Mundo Catita, não já, mas por daqui a 20 anos. Até porque para já tenho de usar estas botas ortopédicas nada catitas que me deste no ano passado e me limitam os movimentos. Olha que bela mer** de prenda. Não me roubes o meu Mundo Catita, sim?”

"oh PAC,
és um pouco insolente. Se fosses meu filho já estavas a aviar uma nos queixos que te passava logo a pu** da birra. Levas o carro de bombeiros e é se não queres outro par de botas ortopédicas."


24 Dez 1987 (se o cab*** do velho se me aparece à frente leva uma fisgada nos cornos)
"Fo*****, oh meu gordo boiola,
não sois mais que uma figura imaginária desta sociedade hipócrita e consumista despojada de valores morais. Espero que te cancelem o contracto com a Coca-Cola e morras na penúria. E sabes que mais? Quero é que vás praticar o coito auto-infligido. Redime-te das botas ortopédicas e pensa nesse meu Mundo Catita, sim?”

"Meu fedelho mimado,
desta vez ultrapassas-te todas as marcas. Ai queres um Mundo Catita? Pois terás a mer** de um Mundo Catita em 2007 mas terás também outras prendas no sapatinho. Uma delas é uma vida demente e a pior de todas é seres arrastado pró Trumps pelo menos uma vez na vida. MUHAHAHAHAAAAA... quero dizer... OUH-OUH-OUH"


Mundo Catita – Natal 2007


(O gajo enganou-se. Não era bem isto que queria.)


Mundo Catita – Natal 1986 (1987 manteve a mesma toada)

sábado, dezembro 22, 2007

Espírito de natal



Palavras para quê? A melhor música de natal de sempre! Não havendo tempo para posts como deve ser, aqui fica um de acordo com a época, só para o blog não arrefecer. Se não podes vencê-los, junta-te a eles...