sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Os amigos não se perdoam nem julgam. Têm-se ou não se têm.

Miguel Esteves Cardoso

Fugas à urbano-depressão



Rufus Wainwright - Going to a Town

quarta-feira, janeiro 30, 2008

O que há no bolso de um UD por estes dias?

Meia dúzia de trocos e um pedaço de papel.

Nantes na Regaleira

Ainda nem Janeiro acabou e a agenda de 2008 já tem concertos a crescer que nem cogumelos! O que me chateia é que a cada notícia que alguém vem tocar a Portugal fico em pulgas a pensar "Mas quando é que Beirut vem? Quando?!!".
Enquanto aguardo por esse dia vou espreitando a performance do pequeno grande Zach Condon, sobretudo nestes geniais "take away shows":



Parece uma experiência quase mística? Então imaginem que, em vez de ter acontecido nas escadas de um prédio decrépito, tivesse sido feito aqui:

terça-feira, janeiro 29, 2008

Sempre imaginei que o paraíso será uma espécie de biblioteca.

Jorge Luís Borges

F-16

Caça F-16 português despenhou-se ontem num pinhal perto da Base Aérea de Monte Real, tendo o piloto saído ileso por se ter ejectado a tempo!
O que é que um urbano-depressivo nascido no final dos anos 70 pensa quando sabe disto?... Nisto:



Eu que pensava que a possibilidade de os pilotos se ejectarem eram tretas do Top Gun!!! Afinal, se calhar a cientologia até pode fazer algum sentido...

E já agora, qual a relação entre o vídeo "Take My Breath Away" de Berlin e o seguinte "Someone Great" de LCD Soundsystem?



Diz que já esgotou...

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Into the Wild

"O que é a coragem senão a vontade de nos abrirmos à perturbação?" - Sean Penn in actual@expresso acerca das questões que o levaram a realizar Into the Wild (O Lado Selvagem) a estrear dia 31 próximo, mais um road movie que nos mostra a viagem como busca interior(?).

sábado, janeiro 26, 2008

Pompoar



Descobri hoje numa dessas publicações semanais que têm como função (des)orientar-nos na vida cultural/social/etc. de Lisboa que com uns míseros 180 euros podemos ir a uma casa aprender a pompoar!!!
Parto do princípio que todos que me lêem saibam que prática milenar é essa que dá pelo nome de origem indiana de pompoar.
Consequentemente, este post é dirigido sobretudo sobretudo a mulheres (e a homens curiosos).
Ora bem, que raio ensinam elas ali dentro que valha 180 euros? Mais, que tipo de mulheres paga para conhecer o seu corpo? Pior ainda, o que leva uma mulher a querer saber como funciona uma coisa com que ela sempre viveu – o seu corpo e o melhor dele?
Parte de mim que ainda tem fé nas pessoas, e nas mulheres em particular, quer crer que as frequentadoras deste espaço sejam apenas mulheres com muita curiosidade para perceber como se vende tal banha da cobra (confesso que se não tivesse o que fazer ao dinheiro contribuiria para esta estatística), ou mulheres desocupadas que já experimentaram todas essas modernices por capricho – como aquele pessoal do yoga e das medicinas tradicionais, que são incapazes de tomar uma Aspirina mas snifam cocaína ao fim-de-semana...
O que é grave aqui é que o meu outro lado, o realista sem fé, sabe que há muitas mulheres que não conhecem o seu corpo e isso deixa-me, no mínimo, desgostosa (por elas)! E mais ainda quando percebo que não tomarão a iniciativa de o fazerem por si... Assim sendo, altero o rumo do meu discurso e digo - benditas as senhoras que ensinam a pompoar! Mas... 180 euros?!! Só pela teoria, ainda por cima? Se fosse uma prática grupal valeria esse dinheiro, porém diz que é só pela teoria... não percebo!
E as pessoas com dificuldades económicas? Não têm direito ao conhecimento de tal prática? Compreendo... é castigo por não o fazerem por si, gratuitamente!
No entanto, se os pobres não têm acesso e se aos ricos só é ensinada teoria, sugiro que se ensine a pompoar nas nossas escolas. A educação sexual não foi já implementada? Então, porque não workshops de como pompoar? Haveria menos miúdas desinteressadas pela escola. No entretanto os miúdos poderiam estar a aprender culinária.
Numa década teríamos um País mais feliz, com menos mulheres histéricas e mal humoradas, menos homens descontentes e menos homens a mudarem de crenças... se é que me entendem.
Por um País melhor:
Pompoemos amigas, pompoemos!

Pompoar – não consta do Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, mas sugiro – v. Mover os músculos vaginais através de contracção/descontracção, usando também técnicas respiratórias e de relaxamento.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Sábado nos Balcãs



Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra estará no Coliseu e a seguir, para continuar a festa no Santiago Alquimista: