quinta-feira, dezembro 20, 2007

Start A War

A pergunta é: O porquê deste vídeo dos The National?

A resposta será somente uma destas:

- Porque gostamos da espontaneidade do conceito dos Take Away Shows.
- Porque somos apreciadores de música ao vivo.
- Porque não nos cansamos das melodias intimistas e expressivas dos The National.
- Porque Boxer é certamente um dos álbuns de 2007.
- Porque a música é triste e muito UD.
- Porque as ideias e criatividade são imprevisíveis e nem sempre por cá aparecem.
- Porque por vezes vivemos no terror de não termos inspiração para nada mais.
- Porque não temos tempo para escrever algo mais do que estas míseras linhas.
- Porque não há um motivo aparente para ouvir boa música.

The National - Start a War, live @ Perpignon

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Wordsong - Opiário



Este é um dos temas que esperamos ouvir na próxima sexta-feira no concerto de Wordsong no CCB.
Os Wordsong são uma banda que reúne alguns nomes de várias bandas portuguesas como Rádio Macau ou Mler If Dada. Começaram por musicar poemas de Al Berto que resultaram no primeiro álbum, vendido em conjunto com o livro que compila os respectivos poemas. O segundo registo incide sobre Fernando Pessoa, tendo a edição a mesma forma do trabalho anterior.
Sendo um projecto inovador, único e interessantíssimo para uns, porém pretensioso e sobrevalorizado para outros, quem nunca os viu ao vivo tem sexta-feira a oportunidade de tirar as suas conclusões, podendo contar com um espectáculo multimédia e vários convidados, entre os quais se encontram Tó Trips e Flak.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Larkin Grimm


Foi na passada 6ª feira que Larkin Grimm nos visitou na ZDB.

Apresentou-se vestida de uma forma um pouco hippie, com uma voz poderosa e com uma enorme simpatia que conseguiu espalhar pelo público, fazendo mesmo lembrar uma versão feminina de Devendra Banhart.

Foi um concerto simples, intimista e à meia-luz, pois a dado momento pediu para apagar as luzes projectoras. Queria olhar para as pessoas. Cumprimentou os amigos que lá do fundo a escutavam e interagiu com a restante audiência através de um sotaque um pouco sulista americano.

O público é que não parecia querer interagir com Larkin Grimm, apesar da sua boa performance. Talvez não estivessem com estado de espírito para tal ou talvez porque poucos conheciam as suas novas canções do seu novo álbum. Mas o certo é que as suas longas e melódicas canções exigem de facto uma grande atenção e concentração por parte do público.

Independentemente disto, merece com certeza uma nova passagem por cá. Até lá podemos sempre ir descobrindo a sua música, as suas canções, a sua voz expressiva, os seus belos desenhos e as suas curiosas histórias.

Larkin Grimm – The Last Tree, live @ Bristol

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Como ser um UD perfeito

Quer ser um urbano-depressivo e não consegue? Não desespere, a solução está aqui:


Dirija-se já à farmácia mais próxima e compre o máximo de caixas de Champix que conseguir, antes que seja retirado do mercado! Se for fumador terá vantagem sobre qualquer outra pessoa, pois o estágio para UD consiste precisamente em tentar deixar de fumar com a ajuda destes comprimidos. A posologia recomendada pelo blog será de 1mg ao acordar e outro ao deitar nos dois primeiros dias. Ao terceiro dia volte a fumar o que lhe apetecer. Nos quarto e quinto dias retome aos comprimidos aumentando mais 1mg, ou seja, 3 comprimidos por dia. Ao sexto dia fume um maço de cigarros. Continue nesta rotatividade até acabar a primeira caixa de Champix, aumentando sempre um comprimido de cada vez que fizer a pausa de um dia para fumar.
Se não for fumador, tome na mesma o Champix, mas para compensar a falta do tabaco tente embebedar-se com Champomy nos dias de intervalo.
Entretanto vá alternando vastas vezes com o seguinte vídeo:



Ao fim de duas caixas de Champix ter-se-á tornado num verdadeiro urbano-depressivo, é garantido! Isto se ainda estiver vivo, uma vez que um dos efeitos secundários do Champix é precisamente a tendência para o suicídio - a vantagem é que se este efeito se revelar e você for fumador, também garantimos que não voltará a meter um cigarro na boca!
Qualquer dúvida é favor questionar na secção de comentários abaixo.

domingo, dezembro 16, 2007

1 Mês de Urbano-Depressividade

Apesar de fazer hoje 1 mês desde a inauguração deste espaço UD, importa dizer que este post não será de cariz comemorativo, pois UD que se preze não comemora estas datas insignificantes.

Iremos por isso fazer uma pequena crónica-cronológica-de-imagens para recordar a fatídica noite de 16 Novembro que viria a originar esta autêntica “convulsão na blogosfera” (sim sim “convulsão na blogosfera”. É que somos pretensiosos q.b. e orgulhamo-nos disso).

Mas porquê desvirtuar o equilíbrio UD dos mais recentes posts e não escrever algo um pouco mais artístico ou profundo sobre as motivações deste blog?

Em primeiro lugar porque nem os próprios autores conhecem essas motivações (até porque estavam embriagados quando tiveram a ideia).

Em segundo lugar porque não tenho particular jeito para escrever, porque ando nestes dias saturado de tanto escrever e por esse mesmo motivo tenho o meu pulso dorido (e não… não é porque me aliviei para o vaso das plantas, ok?).

16 Novembro, 19:37 – Na Viriato 25

Legenda: abertura das hostilidades com uma experiência radiofónica. Havia alguma censura à mistura, ali prós lados do blog da concorrência. A ideia começava a fermentar.

21:35 – Editors

Legenda: Um grande concerto! Não parece, mas é mesmo o Tom Smith dos Editors no Restelo. Este foi o motivo pelo qual os UD’s se reuniram.

01:10 – Tributo ao grande mentor UD

Legenda: Após o concerto, houve um tributo ao grande mentor UD. Na foto não se vê, mas do meu estendal de roupa também lá está pendurado o Ian Curtis e as minhas "ciroilas".

01:46 – A queda

Legenda: Um momento trágico-cómico (ou tralho) de um dos UD’s. Eu, que à data ainda não tinha deixado crescer o bigode, sou o que levo as mãos à cabeça, com pena de não ter visto a queda (e só por isso não me ri).

04:13 – A ideia

Legenda: “chocolate milk” é o mesmo que cerveja preta.

05:32 – O epílogo

Legenda: Fim da noite, ou quase… é que alguns UD’s decidiram que ainda haveriam de subir num balão. É uma experiência que custa entre 250 e 500 euros.

1 Mês depois, 13:45 – Como fazer o almoço com 7 ovos pintados?

Pelar os 2 tomates.




(espaço propositadamente deixado em branco para dar tempo de efectuar essa meticulosa operação)

Corta-los às fatias e coloca-los com 100g de fiambre num recipiente. Levar tudo ao forno 5 minutos a 220º. Partir os 6 ovos para uma tigela e raspar o outro ovo da bancada para essa mesma tigela (mas sem usar as mãos, não sejam badalhocos). Adicionar 125ml de natas e bater tudo. Juntar pimenta preta, sal e algumas ervas (ficando à vossa consideração quais).

Tirar o recipiente do forno com duas pegas (daquelas que se compram no Ikea e não das que se compram no Cais-Sodré) e verter os ovos com natas em cima do fiambre e dos tomates, previamente pelados.

Colocar tudo novamente no forno. Estará pronto em 20 minutos, ou caso se distraiam a ver a bola no sofá, estará pronto quando a cozinha se encher de fumo. Neste último caso, terão de abrir as janelas após usar o extintor.

Servir directamente do forno acompanhado de pão quente pelado (ou seja sem sementes, pois isso é deveras abichanado) e cortado aos triângulos com manteiga.

Bom apetite!

sábado, dezembro 15, 2007

Fecho das urnas

Se para alguns fechar uma urna é um trabalho corriqueiro (o pior mesmo é vesti-los), para nós foi uma experiência nova, resultado da nossa primeira votação popular iniciada a 30 de Novembro.

A votação tinha dois sentidos:

1 - Eleger o momento Urbano-Depressivo do mês de Novembro;
2 - Averiguar quantas pessoas perdem preciosos minutos da sua vida a consultar aqui o canto UD e da risota.

Quanto ao 2º ponto, concluí-se que já são 24(!!!) as pessoas que nos visitam (Avó, sua doida, divulgaste isto aí no centro de dia, não foi? Para uma audiência tão grande só pode ter sido isso.)

Já o momento UD do mês de Novembro vai para o filme Control de Anton Corbijn.
Parabéns ao vencedor! E o nosso obrigado a quem nos visita.

Cheers!


Um post UD, finalmente!

Depois da brincadeira do post anterior, tentemos despir a veste galhofeira que insistimos usar para escondermos o que realmente somos.
Se o My Way de Frank Sinatra vos remete para o tema da glorificação que cada um gostaria de ter como resumo de vida, creio que toda essa ideia pode cair por terra depois de entrarmos em contacto com o que quero partilhar agora e que me parece ser bem mais real…

Contrapondo Luís El Mau

Portugal anda a reboque?
Quem se lembrou primeiro de promover uma banda? David Lynch ou Manoel de Oliveira? É certo que não temos uma resposta acertiva a esta pergunta.
Se falarmos de Peste & Sida não há dúvidas que estes andaram a reboque do estrÁngeiro ao tocarem temas de Madness e The Pogues traduzidos para português.
E Xutos & Pontapés? O tema À Minha Maneira, grande hino de uma geração (?)... será que foi criado a reboque de algum estrÁngeiro? Claro que sim! E de quem? perguntam vocês:



Certo? Claro, mas só porque Sid Vicious fez uma cover deste tema de Frank Sinatra.
Mas desengane-se quem pensa que andamos sempre a reboque, pois os grandes nomes da música internacional também se inspiram em nós! Ora analisem bem os dois temas que se seguem:



(este serviu também para mostrar o provável pior vídeo de sempre)



Não me venham com demagogias. Eu amo Jeff Buckley tal como vocês. No entanto, não podem contestar que o tema E Depois do Adeus do Paulo de Carvalho é fortemente inspirador!

sexta-feira, dezembro 14, 2007

3.º lugar do pódio - Inesinho


Radiohead on Tour

Então e eu? Se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai a Barcelona. E como é Natal, estimados leitores deste blog, o meu NIB é 0007.0021.002501800003.77, onde poderão dar a vossa pequena ajuda (vá lá, ajudar a Casa do Gil ou a Ajuda de Berço está mais do que batido) e contribuirem para a felicidade de uma urbana-depressiva.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

2.º lugar do pódio - Luiselmau


Silence4ever

Como sabemos, Portugal é um país que gosta de andar a reboque.
Depois de algumas aparições publicas, pouco divulgadas ou mesmo ouvidas, eis que à semelhança do que aconteceu com o realizador de cinema norte americano David Lynch, também Manoel de Oliveira lança para a ribalta dos holofotes uma banda, até então praticamente desconhecida, de música portuguesa. Os Silence4ever.
No mês passado em entrevista a uma revista de cinema, à pergunta sobre que música ouvia Manoel de Oliveira, eis que o realizador responde Silence4ever.
O entrevistador (bem como muito provavelmente a maioria dos leitores) ficou perplexo, nunca tinha ouvido falar de tal banda.
ElMau foi investigar e tem o prazer de em primeira-mão apresentar ao mundo a banda apadrinhada pelo realizador Manoel de Oliveira.
Silence4ever é um projecto de Maria Caladinha e Paulo Mudo, dois amigos de infância que se conheceram na sala de espera de um médico especialista em enxaquecas.
Após este primeiro encontro e com a intenção de fomentar uma amizade, Paulo Mudo convidou Maria Caladinha para terem aulas de música juntos na escola minimalista, situada no beco do nada, a colcheia niilista.
Assim nasceu uma forte ligação pessoal e artística, bem patente nos dois registos existentes no mercado deste duo, que promete revolucionar a música mundial.
A primeira vez que os Silence4ever foram para estúdio, após longas semanas de composição, gravaram o EP intitulado Silêncio. Um registo impressionante de perseverança, o EP tem apenas uma faixa de 30 minutos, onde se pode ouvir um maravilhoso acorde de dó tocado a dois dedos, um da mão direita de Maria Caladinha e outro da mão esquerda de Paulo Mudo (Paulo Mudo é canhoto, como se pode verificar na forma como toca piano). Sobre este EP, temos o prazer de informar que Manoel de Oliveira pretende inclui-lo no seu próximo filme, na íntegra, numa cena onde se vê uma mulher a acordar pela manhã.
O segundo registo gravado da dupla é ainda mais revolucionário. É o primeiro LP da banda e tem como título “chiu!”. São sete faixas, num total de 55 minutos de música, onde só se ouve silêncio. Não nos foi possível saber ou perceber que instrumentos tocam quer Maria Caladinha quer Paulo Mudo neste álbum. Conseguimos no entanto, entrar em contacto com uma fonte que pretende manter o anonimato e que nos disse que tanto a Maria como o Paulo são grandes admiradores do cinema português, não só do cinema de Manoel de Oliveira como também de João César Monteiro e que este primeiro LP da banda tem como grande fonte de inspiração o filme Branca de Neve.
Ao que parece, no seguimento do EP previamente editado, este LP teria na sua primeira faixa o mesmo maravilhoso acorde de dó, seguido de outros, o de ré, mi, fá, sol, lá e finalmente para terminar o de si.
Após a gravação das sete faixas o duo decidiu apagar tudo e gravar apenas silêncio, mais palavras para quê?
Faça-se silêncio que se vai ouvir o silêncio.