quarta-feira, dezembro 12, 2007

Stairway to Heaven

Foi esta 2ª feira que Londres assistiu à grande reunião dos Led Zeppelin. Um milhão de pessoas tentou adquirir um ingresso, mas apenas alguns milhares foram contemplados com tamanha (e cara) sorte.

Confesso ter tentado adquirir o meu bilhete, mas cedo desisti. Não pelo preço astronómico, mas sim porque à 2ªfeira nunca iria perder o Prós-e-Contras com a Fátima Campos Ferreira.

Restará agora saber se Robert Plan pretende repetir a receita de 2ª feira e iniciar uma nova digressão. Que ao menos não se esqueça de nós.

Apenas mais duas pequenas notas:

1 – Como podem perceber pelo início do vídeo (esquecendo aquelas duas torres), este concerto não é do de Londres pois ainda não há direitos legais para disponibilizar as imagens.

2 – Não fotografei os meus próprios boxers, pois não sou assim tão demente. Ou será que... fotografei aqueles lá em cima??

terça-feira, dezembro 11, 2007

1.º lugar do pódio - Amelinha



O Dia da Minha Morte

Acordou com a cara molhada e levou imediatamente as mãos aos olhos para os limpar. Ainda perdida naquela languidez natural dos primeiros minutos de consciência, percebeu que chorava e sorria ao mesmo tempo. Não era a primeira vez que via assim tudo tão nítido, tão real. Já o tinha projectado acordada, uma, e duas e muitas vezes. E aí sim, era completamente manipulável. Resistia ao choque, colocava este e aquele um pouco mais infidavelmente infelizes e desconstruia tudo logo a seguir. Choravam todos, alguns até pareciam despedaçados. Vestiam de negro e mantinham os óculos escuros na cara. Havia flores e aquele cheiro nauseambundo, como num funeral normal. E depois eles iam para casa e viviam as suas vidas normais. Não lhes fazia falta. Não lhe sentiam a falta. Tudo era igual ao que sempre era. Com a diferença que perderam um ou dois dias de trabalho em convivio social na cave da igreja. Esteve lá o padre, elas levaram as violas e conseguiram entoar um cântico como antigamente e naquelas horas foram amigos todos outra vez. Confortaram a minha mãe, pobre mãe. Preocupada com os meus filhos e com os filhos deles, ficou viúva e orfã e desamparada e tudo ao mesmo tempo. Ainda bem que morri primeiro. O pior de tudo deve ser perder um filho, não é mãe?
Ainda de olhos fechados, recordei aquele tormento que é ter um filho. Será mais doloroso tê-lo ou perdê-lo. Um doi de morte. O outro não quero nem saber. Ela disse-me antes de ir para a maternidade e é verdade. "Agora, vais ver o que é amor de mãe!" Disse-o quase como quem diz, "come que te faz bem!", ou "agasalha-te que arrefece!". Disse-o porque sabia que era dona dessa verdade e que era a melhor coisa que me poderia dizer naquela altura. Como se me quisesse aliviar as dores, como se me quisesse fazer crer que se pudesse tinha ela as contracções por mim. A verdade é que, depois daquele tormento, esgotada, infeliz, dorida, assustada... depois disso tudo eu percebi finalmente o que aquelas palavras queriam dizer. Mas vale de quê? Eles depois fazem-se, criam laços, querem ser independentes e procuram o oposto do que lhes queremos dar.
Foi isso que aconteceu comigo e no dia em que quis voltar atrás já estava lá a distância quase impossível de ser percorrida. E, quando isso acontecia, quando acontecia visualizar aquele momento de dor tinha pena da mãe, de não lhe ter dado mais e ainda por cima ter-lhe causado aquele desgosto.
Ali estava ela. Parecia sincera. Eu sabia que ela estava a ser sincera. Se havia alguém que me podia chorar era ela. Era também por isso que, mesmo não comendo nada nos dias seguintes, se preocuparia em que nenhum deles se acomodasse à fome. Serviria-lhes qualquer coisinha, uma canja, ou algo mais saboroso. "E se fizesse um frango de fricassé?" Alguém encolheria os ombros na secreta esperança que estivesse a falar a verdade, mas no descaso não se sentisse obrigado ainda a descacar batatas para fritar. Viriam todos para a mesa à hora certa, que naquela casa sempre se comeu a horas, ou até um bocadinho antes, para à hora se estar em frente à televisão. No tempo do meu pai, cada um via o que queria. Cada quarto tinha uma televisão. Invarialvelemente ele ficava na sala, no seu lugar ao sofá, comando na mão a mudar entre os três canais de desporto que tinha. Ela acabava por ficar no banco duro da cozinha, porque se sentasse comodamente o sono vinha mais depressa e não apanhava nada do episódio da telenovela. Gostava de acompanhar os dramas exagerados das personagens mal interpretadas daquilo a que um dia chamaram a ficção portuguesa. Eu acabava por lhe perguntar de passagem quem é que encornava quem (porque sabia que tinha de haver sempre um corno e isso era talvez o que poderia dar um toque de realidade áquilo), ela até se entusiasmava a dizer que fulano gostava de sicrano mas este era um grandessissimo filho da mãe que só queria putas e moinice. Claro que ela não usava estes termos. Eu é que tentava apimentar a coisa para a tornar um pouco mais ordinária. Mas ela não ia em cantigas e mudava de mão de apoio à cabeça descaída. Se pasasse lá a seguir já estava de olhos fechados e se lhe perguntasse, asseguraria que estava a ouvir, só descansava os olhos.
Foi numa dessas noites, nesses encontros tardios na cozinha da sua casa, numa altura em que regressei e vivi lá uns meses, que vi uma cena de um funeral numa daquelas telenovelas que me transportou para o meu. Ela levantou-se para me oferecer algo, não podia deitar-me de estômago vazio e com o copo de leite na mão eu subi ao cimo daquele núvem, como fazia na minha adolescência, e fiquei a ver a cena cá em baixo. Dei-lhe uma desculpa qualquer para não comer a torrada e enfiei-me no meu quarto para poder viver aquele momento como ele merecia ser vivido, com toda a pompa e circunstância.

(continua, um dia)

A Outra Margem



Só mais uma referência a Amarante (já perceberam que gostei de conhecer esta cidade). Deixo-vos aqui um muito pequeno excerto do filme A Outra Margem com imagens de Amarante. É dos melhores filmes portugueses que vi, se não viram tratem de mudar isso! Vi-o como um filme sobre a normalidade de quem à primeira abordagem é "diferente" e sobre a (in)capacidade dos "normais" lidarem com quem acham que são os diferentes. Podia dizer muita coisa mas podemos discutir ali nos comentários, se quiserem.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Regresso atribulado

Foi precisamente neste local que o meu sereno regresso à Urbe foi interrompido!...
Vai uma pessoa passar uns dias longe do rebuliço citadino e eis que quando está a voltar para a urbano-depressividade o seu bólide estrebucha e recusa-se a regressar por si!

Já não chegava ter tido a visita matinal da Xica (aquilo que segundo o Nelo é o castigo que a gaja tem por não querer trabalhar*), e ainda tenho que passar horas à espera do senhor do reboque que, por sua vez, recebeu mal as indicações da seguradora (leia-se “forma legal de roubar dinheiro aos automobilistas”)!
(*http://www.youtube.com/watch?v=2SfK72wp75c)

O que se pode fazer enquanto se espera? Para além de ter uma discussão com o bólide e tirar fotos com o telemóvel para mais tarde recordar, dá também para pensar em tudo, até no blog! Aproveita-se portanto a serenidade de uma berma de auto-estrada para decidir qual dos três posts vencedores do concurso eleger. É então com agrado que concluo que os três merecem ser publicados.
Fiquem portanto atentos, pois a qualquer momento verão aqui publicadas três grandes pérolas da blogosfera!

Isto dos concursos até tem a sua piada! Como tal deixo-vos uma fotografia de um dos locais onde estive estes dias para que adivinhem onde é. O prémio logo se vê o que há-de ser. Atenção que as pessoas que já sabiam onde eu iria não podem concorrer!!!


Pista - É em Portugal.

domingo, dezembro 09, 2007

Heather Duby

Também conhecida como a Seattle Songbird, as melodias de Heather Duby conjugam a electrónica ao piano, ou a bateria aos violinos, isto sem esquecer a sua voz charmosa e sensual.

“Come Across The River” data já de 2003, e por cá, parece ter sido ignorado pela crítica e esquecido pelas rádios.

Aqui fica “Make me Some Insomnia” e "Providence" para ouvir Em-Repeat num qualquer Domingo triste e sombrio.

boomp3.com

boomp3.com

sábado, dezembro 08, 2007

Devaneios de uma mente doentia

A sócia Maura não está por cá. Compete-me a mim regar as plantas e limpar o pó aqui ao estaminé.

Parece-me por isso que esta é a oportunidade de ouro para fugir à temática do blog e falar daquilo que os homens realmente falam quando não há mulheres por perto. Exacto… Carros, Futebol e Gaijas.

Ora topem-me só este menino:

SADO 550. O Smart português. Fabrico e concepção 100% nacional em 1982.
Debita uns impressionantes 28 cavalos de potência. Vai dos 0 aos 100 em…vá lá… 2, 3 minutos.

Privilegia a segurança, de tal forma que a tendência dos seus ocupantes é para, na primeira curva, se agarrar a tudo quanto é sitio e apelar à intervenção divina.

Foi um sucesso estrondoso em 1982 (mas temos de dar desconto, dado que os chefes de família que os adquiriram, os nossos pais, eram os mesmos que tomavam substâncias alucinógenas nos loucos anos 60/70).


E o nosso Benfica? Este ano vamos lá com o Camacho? Talvez, mas a equipe é que é muito jovem. Ainda o outro dia um dos jogadores (Freddy Adu) dizia “Estou a tornar-me homem.”

Então?!!... mas será que ele não é homem?! Querem ver que há outro caso como o(a) filho(a) do Néné? Para mim ele frequenta o Trumps de certeza.

(é impressão minha ou o Coluna –4º em baixo a contar da esquerda– está na posição de "defecar à caçador" ?)


E Gajas! Sabem aquela de duas loiras que passeavam numa floresta e... hã? Há menores a ler este blog? Tenho de transmitir os bons valores morais aos homens de amanhã? Tal como a instituição da Família e do Casamento?

Pronto... tá bem pequenada, o tio PAC mostra-vos uns desenhos animados em relação ao tema.


Só mais uns últimos tópicos (até porque depois disto tenho a impressão que será a última vez que me deixam cá escrever):

Uma discussão filosófica e nada fútil: a cerveja preta faz barriga ou não?! Eu digo que sim, mas muitos dizem-me que não. Afinal em que ficamos?



E porque é que considero o JP Simões um peralvilho?

Fica aqui a definição do dicionário:

s.m. Homem que tem ridículas pretensões a elegante; janota, peralta, casquilho, almofadinha.


(Regressando a sócia, voltará a imperar o bom senso e voltaremos à temática UD. Já chega de parvoíce, risota parva, deboche e insultos escamoteados e gratuitos ao JP Simões.)

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Eu cá não sou supersticioso…

Nem sei se o pai dela dá-me azar, mas isto começa a ter deliciosos contornos trágico-cómico-urbano-depressivos.

Assim, aqui fica a sinopse de mais uma noite urbano-depressiva, apesar do adiantar da hora (e perceberão o porquê):



Acto 1: O JP

Quinteto Tati no Music-Box? Alto! STOP! Afinal parece que só para os VIP com convite. Tudo bem… só não se percebe como é que JP Simões se deixou alinhar nessa festa neo-fascizoide.

Bolas, então a malta deixa crescer a barba à-lá revolucionário marxista, usa óculos e bóia à-lá intelectual de esquerda, usa piercings e pins no casaco e tu fazes-nos uma desfeita destas? Não há direito, que diacho. Azar!!!

Bom, a solução? Afogar as mágoas no balcão de um qualquer bar, ou ver Pontos Negros?




















Acto 2: os Pontos Negros

Sem dúvida o grande momento da noite e que merecerá mais destaque num post mais lá para Janeiro. Este quarteto de Queluz fez-nos pensar que afinal “rock & roll is alive” quando a dado momento Jonatas rodopiou no chão com a sua guitarra em transe. Tocaram inclusive a cover Supersticioso dos Heróis do Mar, deveras apropriada à noite.

Contudo, o tema preferido para a urbano-depressão (Funeral) fizeram questão de não o tocar. Azar!!!

E o local do concerto? Faculdade de Psicologia não lembra a ninguém. Muito menos a quem jurou nunca mais lá por os pés (out-of-context: no hard feelings, espero que a praga que roguei da conjuntivite nos olhos já tenha passado e… até nunca mais).

















Acto 3: o Campeão

O Campeão é um jovem com 9 anos (e inspecção em dia) que de vez em vez gosta de pregar partidas. Que diabo, bem sei que te deram hoje uma marrada no para-choques (e logo na Faculdade de Psicologia), mas isso era motivo para me parares no Campo Grande por falta de gásóile? Phone-ix, que começo a ficar sem paciência para as p*** das tuas birras. Azar!!!















Acto 4: o momento de Reflexão

O que fazer às 2h30 enquanto se espera pela assistência em viagem (para além de ouvir a RadaR)? Humm…. reflectir?! E reflectir se tudo isto não passará de uma experiência laboratorial desse senhor intitulado de Deus Nosso Senhor (Senhor da parte do pai, e Nosso da parte da mãe). E bem a propósito, um iluminado qualquer deixou-me isto no correio. É que parece que Esse cavalheiro atende no seu escritório aos Domingos a partir das 10h30, ali para os lados de Alvalade. Vou lá e Esse barbudo vai-me ouvir das boas…











(espaço em branco deixado propositadamente... para reflectir e praguejar um pouco)

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Quinteto Tati



"Suor e Fantasia" no mínimo é o que teremos esta noite no Music Box! No máximo esperamos conseguir levitar sobre o Tejo! Quem quer tentar?

quarta-feira, dezembro 05, 2007

E o vencedor é...

Aqui está o troféu dos vencedores. E porquê vencedores no plural? Porque hoje estou com uma grande neura e não me sinto capaz de escolher só um (é uma desculpa UD para "tenho mais que fazer"). É certo que o inesinho foi o primeiro a acertar e por isso seria justo ser ele o vencedor. Mas, como hoje não impera a justiça, lá terei que incluir o luiselmau e a amelinha nesta fase eliminatória - ah pois! Pensavam que agora iam os três publicar um post neste blog? Já agora... era o que faltava! A fase seguinte consiste em cada um dos três felizardos enviarem até dia 8 (sábado) para o e-mail do blog (que está ali ao lado) o post que querem publicar - pode incluir, para além de texto, um vídeo ou uma imagem qualquer (evitem a pornografia e a violência gratuita pois há menores neste blog). O tema é o que vocês quiserem desde que de alguma forma esteja ligado à urbano-depressividade!! Dia 9 o conselho de administração do blog reunirá para eleger o melhor post e assim que possível este será publicado. Sejam criativos! ;)
The music that counts, há um prémio de consolação para ti por não teres acertado - um convite para o concerto de Quinteto Tati amanhã no Music Box (lol)!

terça-feira, dezembro 04, 2007

69

Final de Ano, início de retrospectiva.

É assim em todo o lado. Aqui podia ser a excepção, mas não quero que o seja. Assim sendo, aqui fica a nossa retrospectiva musical com a selecção dos melhores 69 álbuns de 2007 (listados por ordem alfabética). E a avaliar pela pequena lista, pode dizer-se que a música UD está bem e recomenda-se.

Qual deles ficará no topo da pirâmide?

1. !!! - Myth Takes
2. Adriano Correia de Oliveira (tributo) - Adriano, Aqui e Agora
3. Air - Pocket Symphony
4. Andrew Bird - Armchair Apocrypha
5. Arcade Fire - Neon Bible
6. Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare
7. Au Revoir Simone - The Bird Of Music
8. Beirut - The Flying Club Cup
9. Bird and The Bee - The Bird and The Bee
10. Black Rebel Motorcycle Club - Baby 81
11. Bloc Party - A Weekend in the City
12. Blonde Redhead - 23
13. Chromeo - Fansy Footwork
14. Cinematics - A Strange Education
15. Clã - Cintura
16. Clap Your Hands Say Yeah - Some Loud Thunder
17. Cold War Kids - Robbers & Cowards
18. David Fonseca - Dreams In Colour
19. Dead Combo - Guitars From Nothing
20. Editors - An End Has a Start
21. Feist - The Reminder
22. Feromona - Mau Comportamento
23. Fink - Distance And Time
24. Go! Team - Proof of Youth
25. Good, The Bad & The Queen - The Good, The Bad & The Queen
26. Iliketrains - Elegies to Lessons Learnt
27. Interpol - Our Love to Admire
28. Jorge Palma - Voo Nocturno
29. José González - In Our Nature
30. Joseph Arthur - Let's Just Be
31. Josh Rouse - Country Mouse City House
32. JP Simões - 1970
33. Killers - Sam's Town / Sawdust
34. Kings of Leon - Because of the Times
35. Klaxons - Myths Of The Near Future
36. Lavender Diamond - Imagine Our Love
37. LCD Soundsystem - Sound of Silver
38. Liars - Stumm 287
39. Logh - North
40. Loney, Dear - Loney, Noir
41. Low - Drums and Guns
42. Maximo Park - Our Earthly Pleasures
43. Micro Audio Waves - Odd Size Baggage
44. Midnight Juggernauts - Dystopia
45. Modest Mouse - We Were Dead Before the Ship Even Sank
46. National - Boxer
47. Neil Young - Chrome Dreams II
48. New Young Pony Club - Fantastic Playroom
49. Nine Inch Nails - Year Zero
50. Of Montreal - Hissing Fauna, Are You the Destroyer?
51. P.J. Harvey - White Chalk
52. Panda Bear - Person Pitch
53. Patrick Wolf - The Magic Position
54. Prin' La Lá - Esto Es... Prin' La Lá
55. Queens of the Stone Age - Era Vulgaris
56. Radiohead - In Rainbows
57. Richard Hawley - Lady`s Bridge
58. Rilo Kiley - Under The Blacklight
59. Rufus Wainright - Release The Stars
60. Sambassadeur - Migration
61. She Wants Revenge - This Is Forever
62. Shins - Wincing the Night Away
63. Spoon - Ga Ga Ga Ga Ga
64. Thrills - Teenager
65. Tiago Bettencourt & Mantha - O Jardim
66. Voxtrot - Voxtrot
67. White Stripes - Icky Thump
68. Wilco - Sky Blue Sky
69. Wraygunn - Shangri-La

(se faltar algum bom álbum na lista podem comentar, dizendo "PAC és um asno porque falta o álbum ...")

Votação Finalizada em 26/12/2007